
Diante da modernidade do século atual, já não se sabe se é bizarro ou comum, ações freqüentes de assaltos à mão armada, furtos, homicídios, estupros, seqüestros, entre outros tipos de violência. O cenário que anteriormente só era assistido na TV, nos filmes, novelas e noticiários, hoje saiu da telinha e invadiu as casas dos telespectadores, as escolas, igrejas, instituições públicas e outros ambientes.
Dominado pela estupidez humana, o indivíduo suja suas mãos de sangue para acertar uma dívida fútil do passado. “Quando pedi R$ 1,00 para comprar cigarro você não me deu”, ou “lembra aquele dia que falou mal de mim na escola, e que namorou a menina que eu estava a fim”! E assim o ser humano tira a vida uns dos outros friamente. Vingança, ciúme, inveja, traição..., o que opta pela tolerância e os que escolhem esses itens como pretexto para exercer o “império” da agressividade. De pouco a pouco, a violência toma conta do mundo e age silenciosamente como um vírus chegando impregnado e despercebido, e quando se manifesta não há mais tempo para defesa.
Há quem define como moda de hoje em dia, o ato de ingerir bebida alcoólica, fumar um “cachimbo da paz”, estuprar menininhas de cinco anos, agredir mulheres para se sentir macho de verdade, ser o “pegador” na escola, colocar taxinha na cadeira do professor e informar ao fulano sua sentença de morte “você ta na minha mira. Já era meu”. Os que não tem atitudes como essas, são considerados CAFONAS.
Além disso, as armas de fogo, que até então eram usadas por caçadores, passou a ser instrumento de caça, mas dessa vez, a presa não é mais os animais, e sim o ser humano, que fica a mira dos loucos pelo prazer da caça humana. Armas brancas, como facas e terçados, que eram usadas nas tarefas domésticas, agora, no século XXI, são utilizados para esquartejar corpos. Até os lares das famílias ganham destaque nas manchetes de notícias, nos casos de seqüestros em cárcere privado.
E dessa forma a violência do mundo moderno invade as gerações, que já não se intimidam com a “tropa de elite”, com a disputa de tiros e balas perdidas, nem tão pouco com as punições os pais, que são desafiados, e por muitas vezes tornam-se reféns dos próprios filhos e do medo de contrariá-los. Bem vindo ao século XXI. A era da violência moderna.
Gleiciane Cunha dos Santos (do Jornal Voz do Acre)
