31 Outubro, 2008

Fernando Pessoa


Todas as cousas que há neste mundo
Têm uma história,
Excepto estas rãs que coaxam no fundo
Da minha memória.


Qualquer lugar neste mundo tem
Um onde estar,
Salvo este charco de onde me vem
Esse coaxar.


Ergue-se em mim uma lua falsa
Sobre juncais,
E o charco emerge, que o luar realça
Menos e mais.


Onde, em que vida, de que maneira
Fui o que lembro
Por este coaxar das rãs na esteira
Do que deslembro?


Nada. Um silêncio entre jucos dorme.
Coaxam ao fim
De uma alma antiga que tenho enorme
As rãs sem mim.



Fernando Pessoa, 13-8-1933

30 Outubro, 2008

Câmara sacode, finalmente, a sua árvore genealógica

Há 15 dias, instado a discorrer sobre as providências que a Câmara adotaria para livrar-se do neporismo, Arlindo Chinaglia (PT-SP) recorreu ao lero-lero:


"Eu não tenho informação de nenhum caso de nepotismo. Todos os que nós descobrimos ou alguém descobrir serão resolvidos...”



“...Os alertas foram dados, mas têm certas coisas que a gente só sabe quando alguém torna público".



Ao saber que a cavalaria do Ministério Público estava a caminho, Chinaglia teve de fazer por pressão o que não fizera por obrigação.



Decidiu sacudir a grande, a gigantesca, a frondosa árvore genealógica da Câmara. Foram ao solo, por ora, 102 parentes de deputados e de servidores graduados.



Somando-se a esse número os 86 parentes que já haviam sido exonerados no Senado, chega-se à grande família do Legislativo: 188 pessoas.



Fica demonstrado que, no Congresso, não havia esse negócio de “Mateus, primeiro os teus”. Nada disso. Ali, subverteu-se o provérbio:



“Mateus, primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, etc., os teus”.



Se a Procuradoria da República observar direitinho, acaba encontrando mais gente. Nepotismo não é praga que acabe do dia pra noite.



A coisa fugiu ao controle desde o dia em que Deus decidiu nomear o filho Dele para a Santíssima Trindade.


Texto de Josias de Souza

22 Outubro, 2008

Jornalistas acreanos

A foto acima, tirada entre 1983 e 1984, foi publicada no Blog do Altino, neste dia 22 de outubro. Provavelmente foi tirada na Associação dos Jornalistas do Acre e mostra a turma daquela época. Alguns ainda estão aí, na batalha. A todos eles nossa singela homenagem.

Em pé, da esquerda pra direita: Valdecir Cunha, Luis Carlos Moreira Jorge, um desconhecido, Socorro Souza, Antonio Alves, Mauro Modesto, Flaviano Schneider, Altino Machado, Ramayana Vaz Vargem, Pheyndews Carvalho, Antonio Klemer, Tião Maia, Raimundo Pepino, Roberto Ferreira, Chico Araújo e Everaldo Maia (falecido).

Agachados: Elzo Rodrigues (falecido), Didi Romano, Edson Luiz, Dilma Tavares, Emanuel Amaral, Adholfo Killian Kesselring Júnior, José Lopes (falecido) e David Casseb.

21 Outubro, 2008

Projeto Cassab

Deu em O Estado de S.Paulo
Projeto Kassab


Plano é revigorar legenda, que sofre sucessivas derrotas eleitorais, estabelecendo marca em gestões municipais


De Marcelo de Moraes:


Em ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto do segundo turno eleitoral, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não concorre apenas à reeleição no próximo domingo. Sua vitória faz parte de um projeto mais amplo de revigoramento nacional do DEM, enfraquecido por uma sucessão de derrotas regionais nas últimas eleições. O chamado "projeto Kassab" prevê a permanência do prefeito no cargo até o fim do mandato, em 2012, sem disputar o governo do Estado.


Como ficaria no posto até o fim, ele criaria uma espécie de "marca DEM" em administrações municipais, a ser exibida, a partir da eleição, como um cartão de apresentação da legenda e a ser divulgado pelo País.


Além disso, uma vez reeleito, o prefeito de São Paulo se transformará automaticamente na maior estrela do partido e referência obrigatória nas costuras políticas para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.

Enviado por Ricardo Noblat - 21.10.2008

20 Outubro, 2008

Mâncio Lima introduz novo capítulo na política acreana


Vejo em um jornal da capital acreana a carta do peemedebista Cleidson Rocha (de óculos), eleito prefeito de Mâncio Lima, aos comunistas comandados pelo presidente da Assembléia Edvaldo Magalhães (de camisa branca, ao lado de Deda (PP), de Rodrigues Alves). Cleidson agradece o apoio dos camaradas à causa mansolimense.

O filósofo, professor e coordenador do Campus Floresta da UFAC, em Cruzeiro do Sul, escreve com paixão juvenil e promete compartilhar sua gestão com o primeiro a acreditar em seu projeto político, seu amigo e também professor Ériton Maia (primeiro da esquerda para a direita), do PCdoB.

Essa carta, publicada pelo jornal online VOZDOACRE.com (e aqui abaixo) é um ícone cujo valor transcende o conteúdo da mensagem do texto ali implícita. Certamente ela fala da causa de Mâncio Lima, que uniu comunistas e peemedebistas, etc, etc, etc. Mas quem tem olhos de água pode ver que sua importância pode ser maior que o conjunto de palavras bem escritas que expressam o pensamento do filósofo e a gratidão do político.

A Carta de Mâncio Lima é um recado para todo o Acre. Porque ela reflete uma idéia que vingou nessas terras ocidentais, aliás, as mais ocidentais do país, como gosta de dizer o prefeito Helosman, que deixa o cargo dia 31 de dezembro. Que idéia? A idéia de que o PCdoB e o PMDB começam a escrever um novo capítulo da política acreana.

Tudo bem que a Frente Popular é uma obra de engenharia política que reúne partidos de ideologias que seriam no mínimo incompatíveis, caso a lógica da política não fosse outra, senão a de reunir partidos, grupos e pessoas, em torno do grande banquete que é o poder. Mas, em nome do mesmo poder, que para ser legítimo precisa emanar da vontade do povo e da sua manifestação nas urnas, no novo capítulo da política acreana, introduzido pela carta escrita por Cleidson, tem que constar o nome do PMDB. O partido que fez prefeitos em quatro municípios acreanos, cresce de importância a cada dia no cenário político do país.

E o Acre, que há alguns anos optou por pertencer ao Brasil, vai assimilar essa nova realidade até 2010, principalmente se o governador de Minas, Aécio Neves, deixar o PSDB e lançar-se, pelo PMDB, candidato à sucessão do presidente Lula.


A CARTA

Gostaria de expressar um sentimento: o da gratidão. E um outro: de reconhecimento. Estes sentimentos que compartilho agora são extensivos aos dirigentes e militantes do PCdoB, especialmente seu presidente, meu amigo Deputado Edvaldo Magalhães e ao companheiro e amigo Ériton Maia.

O sentimento da gratidão não diz respeito apenas à graça de ter podido contar com toda a força discursiva, física e moral dos membros do PCdoB na trajetória de liberdade que trilhamos para conquistar a vitória na eleição municipal de Mâncio Lima, mas pela grandeza de pensamento, de propósito e de valores, que levaram o Partido Comunista do Brasil a aderir à causa de Mâncio Lima, consubstanciada na Coligação Frente Democrática e Popular, que discutia as questões locais com toda energia crítica e criadora, baseada no desejo de redesenhar a história com traços que afirmem uma feição para a cidade e seu povo, já tão perversamente penalizado por um grupo político que não vê o coletivo como razão, mas como meio para alcançar interesses corporativos.

O PCdoB coligou com uma energia maior que os partidos parceiros: coligou com uma causa. E ajudou pautar, na rua e nos palanques, nos rios e no interior das casas, uma mensagem que fez vibrar, no coração dos manciolimenses, o sentimento de mudança que resultou na histórica vitória da liberdade sobre o mêdo.

O sentimento de reconhecimento: este não é só fruto da campanha vitoriosa e da somatória de situações que vivenciamos para construí-la. É maior, ulterior, pois que a coragem de construir causas e lutar por elas até o limite das possibilidades éticas é a marca do PCdoB. E os efeitos dessa lógica se inscrevem na nova política do Acre, qualificando-a cada vez mais, com resultados práticos visíveis. Desnecessário dizer que a história do novo Acre não seria a mesma sem a força do Partido Comunista do Brasil. Seu traço mais marcante para Mâncio Lima será, contudo, carimbado agora, com o compartilhamento da gestão municipal com o professor Ériton Maia como vice-prefeito, voz da calma e da razão, da paciência e da criatividade, da boa-vontade e do bom-senso, companheiro, amigo, parceiro de tantas causas e agora, da mais complexa e animadora, da nossa cidade.

Para finalizar, sem concluir, gostaria de expressar meus mais profundos agradecimentos pelo feito e pelo dito, pelo já pensado e pelo que ainda virá de bons frutos, pois tenho certeza que saberemos semeá-los e compartilhar a colheita com todos que precisam.

Mâncio Lima-AC, 16 de outubro de 2008.

Prof. Cleidson de Jesus Rocha
(Prefeito eleito - Mâncio Lima-AC)

15 Outubro, 2008

TIÃO VIANA NA PRESIDÊNCIA DO SENADO



Tudo indica que senador acreano será o único candidato do PT. Partido busca agora unidade em torno de seu nome. Passado o segundo turno das eleições municipais, marcado para o próximo dia 26, o PT reunirá sua bancada de senadores num jantar.




Será em Brasília, no apartamento de Eduardo Suplicy (SP). Vai à mesa, além do repasto, a candidatura de Tião Viana (AC) à presidência do Senado.Como não há notícia de petista que se disponha a disputar a vaga com Tião, o jantar deve resultar em unidade do partido em torno de seu candidato.Depois de levar o nome de Tião formalmente à vitrine, o PT passará à segunda fase: a negociação com os demais partidos do consórcio governista.




A principal aresta era o PMDB. Mas Lula cuidou de desbastá-la na semana passada. Reunido com a caciquia peemedebista, o presidente pediu por Tião. Preocupado em não criar problemas para Michel Temer (SP), lançado à presidência da Câmara, o PMDB parece ter recolhido as armas no Senado. Restará, na seqüência, convencer os partidos de oposição. Político de cintura maleável, Tião Viana não coleciona inimigos na oposição.




Mas os próximos mandachuvas da Câmara e do Senado serão eleitos para o biênio 2009-2010. Ou seja, terão poder numa fase de costura de candidaturas presidenciais. Vem daí que PSDB e DEM podem querer embaçar os planos de Tião, sobretudo depois que o senador passou a ostentar o apoio explícito de Lula. Neste caso, o remédio contra o risco de surpresas é a unidade. Se arrastar todo o PT e a maioria do consórcio governista, Tião vai ao plenário na condição de franco favorito contra um eventual candidato de oposição.



Na atual mesa diretora do Senado, Tião Viana ocupa o cargo de primeiro vice-presidente. Exerceu a presidência interinamente durante o Renangate.




Fontes: Blog Ambiente Acreano, e no Blog do Josias, da Folha Online

13 Outubro, 2008

Pode haver prisão legal por porte de arma branca?


Muitos de nós já ou ouvimos histórias de pessoas que foram presas em flagrante por “posse e/ou porte ilegal de arma branca”, certo? Muitas vezes é exatamente isso que a autoridade policial argumenta no BO (Boletim de Ocorrência), que ‘Fulano de Tal’ foi preso em flagrante por ter em seu domínio uma arma branca.



Antes de entrarmos no mérito real da questão, vamos nos amparar em bases sólidas e nelas fundar nosso argumento: A lei e sua história. Para isso, precisaremos nos prender inicialmente em conceitos. O primeiro que nos convém é o de “arma”. Então o que vem a ser uma arma? Segundo a concepção jurídica, e em termos simplificados, arma é qualquer objeto que possa ser usado para ataque ou defesa. Este é um conceito bem amplo, pois propositalmente engloba desde uma simples caneta até uma bazuca de uso militar, pois ambas, em situações propícias, podem ser usadas para estes fins de ataque ou defesa, independendo, portanto, da natureza do objeto, ou seja, se ele foi ou não feito para este devido fim. Desse modo, qualquer objeto pode se tornar uma arma, dependendo apenas de como ele é usado.



O próximo conceito que nos cabe é o de “arma de fogo”. Arma de fogo é qualquer arma que dependa de pólvora ou outro combustível para deflagrar uma cápsula ou similar. Por exemplo, temos os revólveres e as pistolas. Por sua vez, chegamos às “armas brancas”. Assim são chamados os objetos que possam ser usados como arma e que não dependam de fogo ou de algum combustível. Isso se aplica a facas, terçados, cacetetes, porretes e praticamente quaisquer outros objetos que possam contundir, ferir, cortar, perfurar ou mesmo matar.



Agora, cientes dos significados apropriados de cada um dos termos indispensáveis para se entender a questão, estamos prontos para avançar nessa discussão polêmica. Deveis saber que para que algo seja considerado crime, é necessário que esteja previsto como tal em lei anterior. Se um ato determinado, por mais cruel e perverso que seja, não constar das leis deste país, o indivíduo que o cometer não poderia sofrer qualquer punição, nem mesmo que uma lei fosse criada imediatamente após o cometimento desse ato, pois não haveria lei anterior que o caracterizasse como crime ou contravenção.



O que isso tem a ver com o porte de arma branca? Tem tudo a ver. O fato é que não há regulamentação legal no Brasil que autorize ou proíba que um cidadão carregue uma arma branca. De fato, já houve no passado. Falo do Decreto nº 1246, de 11 de dezembro de 1936, que regulamentava, entre outros itens, o transporte de armas. Esta lei citava armas proibidas e permitidas aos civis e regulamentava o porte das permitidas. Também proibia o cidadão de portar facas (ou outras lâminas) que possuíssem mais de 10 (dez) centímetros de comprimento. Esta é a provável origem da expressão “lâminas de mais de 4 dedos".



Esse decreto foi revogado pela Lei das Contravenções Penais e pelo Código Penal, Dec. Lei nº2.848, de 1940. E o artigo 19 das LCP faz-nos entender que constitui contravenção penal portar arma fora de casa sem licença da autoridade. Ora, não existe concessão de licença para porte de arma branca. Como então o cidadão poderia solicitá-la a autoridade? Além do mais, se existisse essa licença, seria possível que ela fosse aplicada apenas em facas e similares, já que até mesmo um capacete pode se tornar uma arma branca?



Desse modo, caracteriza-se não menos que abuso de autoridade quando um representante da lei leva um cidadão sob custódia por este estar em posse de uma arma branca, seja ela qual for.



É obvio que ninguém se sentiria seguro próximo a alguém que, por exemplo, portasse uma faca em lugar público. Daí a necessidade de uma regulamentação ser criada a esse respeito específico.

Outro modo para amenizar o problema e resguardar os policiais, que quase sempre usam de boa fé ao abordar um indivíduo armado de faca, seria orientá-los para o fato de que porte de arma branca pura e simplesmente não caracteriza crime ou contravenção, mas que como autoridade competente pela segurança da população, o policial pode solicitar que o cidadão livre-se da arma como condição para que ele permaneça no meio dos demais. Ou mesmo, se não houver outro modo, não argumentar que o cidadão foi preso por porte ilegal de arma branca, mas sim por desobediência ou atitude suspeita ou tantos outros argumentos legais que, de fato, justifiquem a prisão do cidadão.




ELIAQIM DUTRA RIBEIRO

Eliaqim é professor e acadêmico de Jornalismo da UFAC

Turma de Jornalismo da UFAC, Campus Floresta



Evidentemente as fotos não mostram a garra com a qual essa turma encara o Curso de Jornalismo, em Cruzeiro do Sul, mas são os primeiros indícios de que essa gente vai fazer história no Vale do Juruá e no Acre. Podem acreditar.
De blusa azul escuro, o professor Vagner Costa (Fundamentos do Jornalismo) despede-se da galera.

10 Outubro, 2008

Marcos Frota chama o Acre de bosta


BAIXARIA



Dessa eu fui vítima! Na última sexta, fui registrar a estréia do tão esperado e badalado Circo do ator Marcos Frota para o programa Geração Gazeta. Antes não tivesse ido!
A história foi bem assim: cheguei as 8 da noite, no dia da estréia. Ele chegou apenas às 10 e 30, até sorridente - parecia simpático.


Bem, fui lá e me apresentei. Ele disse que aguardasse um pouco. Esperei! Nesse mesmo instante chega uma pessoa, uma senhora que trabalha no circo e conversa com ele - o Sr. Marcos Frota.
As primeiras palavras dele foram "Oi Ruti, você é uma mulher do Rio de Janeiro, de São Paulo e não dessa BOSTA!" Isso mesmo, ele acabara de falar que Rio Branco era uma bosta.



Fiquei boba da sua petulância e já não gostei do comentário. Na mesma hora, ele olha pra mim e diz que era apenas uma brincadeira - com ar irônico. Pena, e sorte dele, que nessa hora a câmera ainda não estava gravando!



Com sua autorização, começo a entrevista...ele ironicamente disse pra ser chamado de Sr. Voltei a entrevista de novo chamando-o de Sr. Ele olha pra mim, e diz que estou o chamando de velho.
Enfim, nesse instante ele pega meu microfone e sai para entrevistar as pessoas ao lado. Achei normal, apenas uma brincadeira. Mas, para minha surpresa, ele pegou o microfone e começou a fazer gestos obscenos. Isso mesmo!



Quando percebeu que ainda estava sendo filmado, pirou o cabeção e quis tomar a todo custo a fita da minha câmera.



Meu cinegrafista, esperto, apenas adiantou a fita e disse que tinha apagado tudo.
Ele, o Sr. Marcos Frota o fez prometer que estava tudo apagado e que iria dar uma entrevista séria agora.



Olha, não tinha mais clima. Contudo, ainda fiz pra ver até onde ia tudo aquilo.
Gente, o homem é um grosso. E para quem lida com o público e com crianças, lhe fatou humildade, profissionalismo e educação.



Desfez do Acre, tratou mal a imprensa e ainda diz que é brincadeira?
Tô fora Sr. Marcos Frota!


E o circo? Gente, se não fosse pelos artistas, que ao contrário dele nos trataram muito bem, diria que deixa a desejar e muito.



Bem, que ele surta já sabia. Não foi surpresa. Mas chamar o Acre de Bosta...aff, pura grosseria!



Texto extraído do blog de Jocely Abreu, repórter da TV Gazeta, de Rio Branco

08 Outubro, 2008

Trapalhadas de órgãos ambientais e descaso na Segurança explicariam derrota da Fp em Cruzeiro do Sul

Na certa os maiores cabos eleitorais do prefeito eleito Vagner Sales foram o IMAC e IBAMA com suas políticas ambientais atravessadas, fazendo com que o povo da zona rural na sua maioria tenha aversão ao Governo do PT e, por conseguinte votasse por protesto (mais uma vez) num candidato de oposição.


Outro bom cabo eleitoral do peemedebista foi a Secretaria de Segurança Pública, na pessoa do seu Secretário Antônio Monteiro, que lançou um edital desastrado e direcionado a agradar apenas a capital desmerecendo a população do Juruá. Com apenas dezoito vagas para Cruzeiro do Sul, sendo 12 masculinas e 06 femininas, esse edital tirou no mínimo 500 votos do candidato da FPA, porque deixou a juventude, em especial, muito chateada pela discrepância de vagas com a capital. Depois do protesto foi prometida uma retificação. Mas a besteira já estava feita.

Não quer ajudar, não atrapalha!

Extraído do Blog do Faro Fino (Evilásio Lima dos Santos)