18 Agosto, 2008

Polícia Federal prende PMs por tráfico de drogas no Oiapoque

Droga apreendida vinha da Guiana Francesa

Está sendo esperada para hoje a chegada em Macapá de seis pessoas, entre elas três policiais militares, presas durante operação executada no último domingo (17) pela Delegacia da Polícia Federal, em conjunto a Polícia Militar, sob acusação de tráfico de drogas no município de Oiapoque. Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se deslocou ao município para efetuar a escolta dos acusados.


Até o final da tarde de ontem, a Superintendência da Polícia Federal ainda não havia sido informada sobre a identificação dos acusados. Adiantou apenas que entre eles estavam um cabo e dois soldados da PM. Disse ainda que durante a operação, foram apreendidos aproximadamente 1,8 kg de crack, trazido da Guiana Francesa escondidos em caixas de cereal, suco de laranja e sabão em pó.


O subcomandante da Polícia Militar, coronel Marcos Vasconcelos, informou que a prisão dos policiais envolvidos foi efetuada pelo comandante da Companhia do Oiapoque, major Luiz Mafra. Agora, de acordo com o coronel Vasconcelos, os policiais envolvidos serão submetidos a um Conselho de Disciplina, independente de outras sanções que sofrerão, onde poderão ser excluídos da corporação.


Coronel Vasconcelos disse ainda que provavelmente amanhã (hoje) esses policiais estarão no Quartel do Comando Geral, pois não seria prudente colocá-los na penitenciária. Ele também confirmou que outros casos semelhantes já ocorreram na Companhia do Oiapoque e apontou o caráter como principal fator responsável pelo envolvimento de policiais em casos de tráfico de drogas. “O caráter do policial é formado antes de entrar na PM”, frisou.


Na verdade, mesmo sendo submetidos a concurso público e testes de aptidão, pessoas com desvio de conduta conseguem entrar na corporação. Como PM´s encontram a chance de colocar em prática atos reprováveis perante a sociedade, pois se aproveitam do status de policiais e da proximidade com a criminalidade. “O importante é que não admitimos essas atitudes e procuramos extirpar esse tipo de policial da corporação”, afirmou coronel Vasconcelos.

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