O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou com exclusividade ao Blog do Ornelas nessa segunda-feira, em Cruzeiro do Sul, Acre, que o combate a biopirataria também fará parte do Plano Estratégico de Defesa Nacional, que será entregue ao presidente Lula no dia 7 de Setembro de 2009. A visita aos pelotões de fronteira da região mais ocidental do país ocorre pela determinação de Jobim em conhecer a Amazônia suja defesa, segundo ele, é uma das prioridades para o país.
“Começamos em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, visitamos várias localidades da fronteira, e estamos conhecendo alguns pelotões aqui no Acre e retornamos na quinta-feira. O objetivo é verificar como está a situação, já que estamos elaborando um plano estratégico nacional de defesa e a Amazônia é uma das prioridades”, declarou.
Na primeira parte da comitiva estava com Jobim a ministra Dilma Rusself, da Casa Civil, e o secretário executivo do Ministério da Fazenda, além de cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça, que voltaram de Tabatinga domingo à noite.
De acordo com o ministro “a defesa da biodiversidade da Amazônia faz parte de um conjunto nacional de defesa, que não é exclusivamente militar, a defesa é num sentido global, para impedir os ilícitos que ferem a lei e a ordem”.
16 Outubro, 2007
13 Outubro, 2007
Vamos ajudar o coronel Thaumaturgo
A maioria da população de Cruzeiro do Sul não conhece o fundador da sua cidade. O vereador Marito, por exemplo, chama de Marechal Thaumaturgo o herói que chegou no máximo ao posto de coronel. Isso, porém não diminui em nada sua grandeza, nem a do vereador e nem a do coronel.
Na publicação anterior descobrimos que Marito propõe a substituição do monumento ao herói cruzeirense por um estacionamento que servirá muito mais aos interesses do novo supermercado ali erguido do que propriamente aos fiéis católicos, que aliás têm no bispo Dom Mozé um grande exemplo a ser seguido. A autoridade máxima dos católicos do Vale do Juruá vai e volta, à pé, de casa para as missas na catedral.
O verdadeiro marechal Thaumaturgo, não tem nada a ver com Cruzeiro do Sul. Foi o fundador do município acreano que leva o seu nome, município de Marechal Thaumaturgo, onde chegou em 1929 como representante das Forças Armadas. Pernambucano, viveu de 1896 a 1979. Seu nome original é João Thaumaturgo de Albuquerque, filho do portugues Epítácio Figueiredo Albuquerque (1867/1932), e da portuguesa Maria Taumaturgo de Albuquerque (1880/1918. Esse Thaumaturgo teve apenas um irmão que tornou-se padre e viveu em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. O padre Joaquim Thaumaturgo de Albuquerque faleceu no mesmo ano em que faleceu o Marechal Thau-maturgo, apesar de nunca mais terem se encontrado.
Agora voltemos ao nosso coronel Thaumaturgo, que chamava-se Gregório Thaumaturgo de Azevedo. Também militar, participou ativamente dos acontecimentos do Brasil na passagem do Século XIX para o Século XX. Nosso herói nasceu em Barras, no Piauí, e tornou-se um expert em Amazônia. Ainda no Império, em 1880, o engenheiro militar está na Comissão de Limites com a Venezuela. Logo após a proclamação da República, o Capitão Thaumaturgo foi nomeado governador do Piauí pelo presidente Deodoro da Fonseca. Exerceu o cargo por pouco tempo, de 26 de dezembro de 1889 a 4 de junho de 1890.
Promovido a tenente-coronel foi eleito em 1891 o primeiro governador constitucional do Amazonas. Mas sob pressão das forças políticas do Amazonas, Thaumaturgo foi deposto. De acordo com estudos de Alceu Ranzi, depois de deposto, Gregório Thaumaturgo de Azevedo retorna ao Rio de Janeiro e recebe a missão de estabelecer os limites do Brasil e Bolívia.
“Em 1895 foi nomeada uma comissão demarcatória encarregada de definir os limites entre Brasil e Bolívia de acordo com o estabelecido no Tratado de Ayacucho, de 1867. O chefe da delegação brasileira, o coronel Thaumaturgo de Azevedo, ao constatar a latitude da nascente do Javari, ponto inicial da linha divisória entre os dois países, percebeu que ficaria com a Bolívia uma grande região rica em látex, quase totalmente ocupada por brasileiros.
Thaumaturgo de Azevedo denunciou ao governo federal o prejuízo daí decorrente, já que o Brasil perderia o alto rio Acre, quase todo o Iaco e o Alto Purus. Infelizmente o ministro brasileiro não aceitou os argumentos do coronel, que contrariado demitiu-se e denunciou o grave erro da diplomacia brasileira na imprensa, dando origem a uma intensa polêmica que mobilizou a opinião pública nacional”.
Quase dez anos depois, já no século XX, é enviado novamente para a Amazônia, desta vez como Prefeito do Departamento do Alto Juruá. Dentro do território que ele havia denunciado que ficaria para a Bolívia, conforme o Tratado de 1867. O Acre havia sido incorporado ao Brasil em 1903 pelo Tratado de Petrópolis. Em setembro de 1904, Thaumaturgo executa a sua grande obra, fundou a cidade de Cruzeiro do Sul. De conforme com seu nome, obrou milagres. Ficou no Juruá até 1909. Militar de muitas facetas, em 1910 estava exercendo a Presidência da Cruz Vermelha Brasileira. De 1914 a 1920 exerceu o cargo de Presidente da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro.
O interessante nessa confusão de Thaumaturgos é que ambos são militares e a raís dos seus nomes – Thauma, é uma palavra grega que significa milagres, espanto, assombro. Os dois fazem justiça ao nome que têm.
Longe desse semanário julgar a iniciativa do vereador Marito, mas se a população não tem acesa em sua mente conhecimento suficiente sobre nosso fundador, essa é mais uma prova de que ele precisa continuar por pelo menos mais cem anos ocupando esse lugar de destaque na cidade. Vamos ajudá-lo.
Na publicação anterior descobrimos que Marito propõe a substituição do monumento ao herói cruzeirense por um estacionamento que servirá muito mais aos interesses do novo supermercado ali erguido do que propriamente aos fiéis católicos, que aliás têm no bispo Dom Mozé um grande exemplo a ser seguido. A autoridade máxima dos católicos do Vale do Juruá vai e volta, à pé, de casa para as missas na catedral.
O verdadeiro marechal Thaumaturgo, não tem nada a ver com Cruzeiro do Sul. Foi o fundador do município acreano que leva o seu nome, município de Marechal Thaumaturgo, onde chegou em 1929 como representante das Forças Armadas. Pernambucano, viveu de 1896 a 1979. Seu nome original é João Thaumaturgo de Albuquerque, filho do portugues Epítácio Figueiredo Albuquerque (1867/1932), e da portuguesa Maria Taumaturgo de Albuquerque (1880/1918. Esse Thaumaturgo teve apenas um irmão que tornou-se padre e viveu em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. O padre Joaquim Thaumaturgo de Albuquerque faleceu no mesmo ano em que faleceu o Marechal Thau-maturgo, apesar de nunca mais terem se encontrado.
Agora voltemos ao nosso coronel Thaumaturgo, que chamava-se Gregório Thaumaturgo de Azevedo. Também militar, participou ativamente dos acontecimentos do Brasil na passagem do Século XIX para o Século XX. Nosso herói nasceu em Barras, no Piauí, e tornou-se um expert em Amazônia. Ainda no Império, em 1880, o engenheiro militar está na Comissão de Limites com a Venezuela. Logo após a proclamação da República, o Capitão Thaumaturgo foi nomeado governador do Piauí pelo presidente Deodoro da Fonseca. Exerceu o cargo por pouco tempo, de 26 de dezembro de 1889 a 4 de junho de 1890.
Promovido a tenente-coronel foi eleito em 1891 o primeiro governador constitucional do Amazonas. Mas sob pressão das forças políticas do Amazonas, Thaumaturgo foi deposto. De acordo com estudos de Alceu Ranzi, depois de deposto, Gregório Thaumaturgo de Azevedo retorna ao Rio de Janeiro e recebe a missão de estabelecer os limites do Brasil e Bolívia.
“Em 1895 foi nomeada uma comissão demarcatória encarregada de definir os limites entre Brasil e Bolívia de acordo com o estabelecido no Tratado de Ayacucho, de 1867. O chefe da delegação brasileira, o coronel Thaumaturgo de Azevedo, ao constatar a latitude da nascente do Javari, ponto inicial da linha divisória entre os dois países, percebeu que ficaria com a Bolívia uma grande região rica em látex, quase totalmente ocupada por brasileiros.
Thaumaturgo de Azevedo denunciou ao governo federal o prejuízo daí decorrente, já que o Brasil perderia o alto rio Acre, quase todo o Iaco e o Alto Purus. Infelizmente o ministro brasileiro não aceitou os argumentos do coronel, que contrariado demitiu-se e denunciou o grave erro da diplomacia brasileira na imprensa, dando origem a uma intensa polêmica que mobilizou a opinião pública nacional”.
Quase dez anos depois, já no século XX, é enviado novamente para a Amazônia, desta vez como Prefeito do Departamento do Alto Juruá. Dentro do território que ele havia denunciado que ficaria para a Bolívia, conforme o Tratado de 1867. O Acre havia sido incorporado ao Brasil em 1903 pelo Tratado de Petrópolis. Em setembro de 1904, Thaumaturgo executa a sua grande obra, fundou a cidade de Cruzeiro do Sul. De conforme com seu nome, obrou milagres. Ficou no Juruá até 1909. Militar de muitas facetas, em 1910 estava exercendo a Presidência da Cruz Vermelha Brasileira. De 1914 a 1920 exerceu o cargo de Presidente da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro.
O interessante nessa confusão de Thaumaturgos é que ambos são militares e a raís dos seus nomes – Thauma, é uma palavra grega que significa milagres, espanto, assombro. Os dois fazem justiça ao nome que têm.
Longe desse semanário julgar a iniciativa do vereador Marito, mas se a população não tem acesa em sua mente conhecimento suficiente sobre nosso fundador, essa é mais uma prova de que ele precisa continuar por pelo menos mais cem anos ocupando esse lugar de destaque na cidade. Vamos ajudá-lo.
Vereador quer substituir monumento a Thaumaturgo de Azevedo por estacionamento
Essa semana surpreendeu a cidade um anteprojeto de lei que solicita à prefeita Zila Bezerra a redução do monumento em homenagem ao Coronel Thaumaturgo de Azevedo, em frente à igreja católica, no centro. Segundo o vereador Marito, representante da comunidade católica e autor da medida, o monumento tira a visão da catedral e no seu lugar poderia ser construído um estacionamento. Se o anteprojeto for aceito pela prefeita Zila Bezerra e aprovado pela Câmara dos Vereadores, o estacionamento vai beneficiar não somente os fiéis nas missas de domingo, mas também o supermercado recém construído no local, sem estacionamento para clientes e embarque e desembarque de mercadorias.
“Minha medida é para reduzir o monumento denominado Marechal Thaumaturgo de Azevedo, porque não é preciso um espaço tão grande para colocar uma estátua. Além disso ele tomou todo o espaço de estacionamento dos nossos irmãos que vem à missa. Muitos já reclamaram que deixam os carros afastados e os vândalos quebram os vidros e roubam os toca-fitas. Na frente da igreja isso não aconteceria”, justifica Marito.
Outra alegação do vereador é que no novenário o palco precisa ser montado no meio da rua. Além disso o monumento, na sua opinião, prejudica a estética da frente da catedral. De acordo com Marito não se deve levar em conta o fato de turistas procurarem o monumento para tirar fotos, porque “antes daquele monumento o maior ponto turístico da cidade é a catedral. Além disso a construção do monumento foi feita sem autorização da Câmara de Vereadores. E hoje quem reclama são os fiéis que não tem onde deixar os seus carros”. Para o vereador o monumento também atrapalha a visão da catedral para quem quer tirar fotografia, porque a igreja não começa lá em cima, mas em baixo, onde está o comércio (lojas).
O funcionário público Francisco José Figueiredo apóia o vereador Marito porque “ninguém sabe pra que serve essa rampa, que deveria ter sido construído em outra parte. Isso esconde a visão da igreja”.
Na opinião do eletricista Devanir Gonçalves “o vereador deveria se preocupar com outros problemas que existem na cidade, porque essa praça no início era um estacionamento que servia apenas para as pessoas se reunir pra beber cachaça e fazer bagunça. A população precisa de um projeto para a construção de moradias, o vereador deveria se preocupar com essas coisas e não gastar o dinheiro público pra destruir o que já está feito”.
Para o escritor e historiador Franciney Almeida, “é uma pena que a História de Cruzeiro do Sul seja vilipendiada dessa forma. Thaumaturgo não merecia passar por isso. O herói fundador há tempos vem sofrendo humilhações por parte dos administradores da cidade que ele planejou. Cruzeiro foi planejada sem curvas, com ruas largas, grandes avenidas, parques e praças, como poucas cidades no Brasil, talvez um exemplo único na Amazônia. Ao longo dos anos, os prefeitos, com maior ou menor irresponsabilidade vem alterando seu mapa, seja barganhando, doando ou vendendo a particulares pedaços de ruas ou avenidas da cidade. Mais triste ainda é perceber que alguns administradores do município desconhecem nossa História e simplesmente se acham donos da cidade e que tudo podem. Uma idéia dessas é um triste exemplo de despreparo, pobreza intelectual e insanidade. Só aqui mesmo!
“Minha medida é para reduzir o monumento denominado Marechal Thaumaturgo de Azevedo, porque não é preciso um espaço tão grande para colocar uma estátua. Além disso ele tomou todo o espaço de estacionamento dos nossos irmãos que vem à missa. Muitos já reclamaram que deixam os carros afastados e os vândalos quebram os vidros e roubam os toca-fitas. Na frente da igreja isso não aconteceria”, justifica Marito.
Outra alegação do vereador é que no novenário o palco precisa ser montado no meio da rua. Além disso o monumento, na sua opinião, prejudica a estética da frente da catedral. De acordo com Marito não se deve levar em conta o fato de turistas procurarem o monumento para tirar fotos, porque “antes daquele monumento o maior ponto turístico da cidade é a catedral. Além disso a construção do monumento foi feita sem autorização da Câmara de Vereadores. E hoje quem reclama são os fiéis que não tem onde deixar os seus carros”. Para o vereador o monumento também atrapalha a visão da catedral para quem quer tirar fotografia, porque a igreja não começa lá em cima, mas em baixo, onde está o comércio (lojas).
O funcionário público Francisco José Figueiredo apóia o vereador Marito porque “ninguém sabe pra que serve essa rampa, que deveria ter sido construído em outra parte. Isso esconde a visão da igreja”.
Na opinião do eletricista Devanir Gonçalves “o vereador deveria se preocupar com outros problemas que existem na cidade, porque essa praça no início era um estacionamento que servia apenas para as pessoas se reunir pra beber cachaça e fazer bagunça. A população precisa de um projeto para a construção de moradias, o vereador deveria se preocupar com essas coisas e não gastar o dinheiro público pra destruir o que já está feito”.
Para o escritor e historiador Franciney Almeida, “é uma pena que a História de Cruzeiro do Sul seja vilipendiada dessa forma. Thaumaturgo não merecia passar por isso. O herói fundador há tempos vem sofrendo humilhações por parte dos administradores da cidade que ele planejou. Cruzeiro foi planejada sem curvas, com ruas largas, grandes avenidas, parques e praças, como poucas cidades no Brasil, talvez um exemplo único na Amazônia. Ao longo dos anos, os prefeitos, com maior ou menor irresponsabilidade vem alterando seu mapa, seja barganhando, doando ou vendendo a particulares pedaços de ruas ou avenidas da cidade. Mais triste ainda é perceber que alguns administradores do município desconhecem nossa História e simplesmente se acham donos da cidade e que tudo podem. Uma idéia dessas é um triste exemplo de despreparo, pobreza intelectual e insanidade. Só aqui mesmo!
09 Outubro, 2007
VITÓRIA DO ENSINO SUPERIOR
A idéia já vinha sendo acalentada há algum tempo, mas foi somente entre os anos de 2003/2004 que a iniciativa tomou corpo. O Vale do Juruá precisava de uma universidade pública com cursos permanentes para atender uma enorme demanda que compreendia a comunidade local, adjacências e até mesmo estados próximos e nossos vizinhos de fronteira. Todos ávidos por uma formação superior de qualidade, passaporte garantido para os tão cobiçados empregos com estabilidade e salários dignos. Feita a consulta ao Ministério da Educação, em Brasília, a resposta não foi muito alentadora-cada estado da Federação só pode possuir uma única universidade federal e o Acre já possuia a sua, a Universidade Federal do Acre (Ufac).
A solução encontrada , então, foi fortalecer a universidade já existente com verbas suficientes para implantar um núcleo de ponta em Cruzeiro do Sul. Nascia então o embrião da chamada Universidade da Floresta, um apêndice da Ufac encravado no campus da Canela Fina, a 10 quilometros do centro da cidade. Em seu programa de interiorização a Ufac já havia implantado 3 cursos focados para o magistério(Licenciatura em Inglês, Vernáculo e Pedagogia).Com a Universidade da Floresta, inaugurada hoje pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, serão instalados mais 3 novos cursos(Ciências Biológicas, Enfermagem e Engenharia Florestal. Uma vitória do ensino superior público, que a partir de agora passara a oferecer nada menos que 220 vagas por ano e a certeza da instalação de novos cursos até 2010.
Para tanto, muito trabalho foi despendido. A bancada federal inteira de apoio a um projeto que vem beneficiar um sem-número de estudantes do Juruá sem qualquer chance de pagar seus estudos fora do local de residência. Foram investidos nada menos que R$ 9 milhões num campus que vai comportar cerca de mil alunos e 60 professores com alto nível de titulação. No local, a Ufac contará com uma Direção- Geral diretamente vinculada á Reitoria de Rio Branco, mas com grande margem de autonomia para gerir seus próprios destinos e fazer um diagnóstico mais apurado das necessidades pedagógicas e profissionais do lugar. Na esteira das instituições de ensino voltadas tipicamente as demandas regionais, a Universidade da Floresta está fadada a dar uma enorme contribuição ao ensino e, consequentemente, ao desenvolvimento de todo o Juruá.
Não só o Vale do Juruá, mas todo o estado do Acre- e especialmente a classe estudantil- estão de parabéns pela instituição de ensino superior que acaba de ganhar. Basta lembrar o esforço( aliás o verdadeiro sacrifício) que muitas famílias faziam para enviar seus filhos a Rio Branco, outros estados(especialmente Amazonas e Pará) ou mesmo aos países vizinhos para conquistar um diploma de nível superior e ,assim garantir um futuro melhor. É hora ainda de reconhecer o esforço do Ministério de Educação na criação de novas universidades federais para consolidar o ensino público e gratuito ou ainda na concessão de bolsas a fim de assegurar o acesso ás universidades privadas das classes menos favorecidas. Com isto, não apenas democratiza-se o ensino em todos os níveis, mas também, e sobretudo, se forma uma mão-de-obra altamente especializada que vai, com toda a certeza, garantir um desenvolvimento mais rápido e seguro para todo o País.
Gladson Cameli(Deputado Federal-PP/AC)
A solução encontrada , então, foi fortalecer a universidade já existente com verbas suficientes para implantar um núcleo de ponta em Cruzeiro do Sul. Nascia então o embrião da chamada Universidade da Floresta, um apêndice da Ufac encravado no campus da Canela Fina, a 10 quilometros do centro da cidade. Em seu programa de interiorização a Ufac já havia implantado 3 cursos focados para o magistério(Licenciatura em Inglês, Vernáculo e Pedagogia).Com a Universidade da Floresta, inaugurada hoje pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, serão instalados mais 3 novos cursos(Ciências Biológicas, Enfermagem e Engenharia Florestal. Uma vitória do ensino superior público, que a partir de agora passara a oferecer nada menos que 220 vagas por ano e a certeza da instalação de novos cursos até 2010.
Para tanto, muito trabalho foi despendido. A bancada federal inteira de apoio a um projeto que vem beneficiar um sem-número de estudantes do Juruá sem qualquer chance de pagar seus estudos fora do local de residência. Foram investidos nada menos que R$ 9 milhões num campus que vai comportar cerca de mil alunos e 60 professores com alto nível de titulação. No local, a Ufac contará com uma Direção- Geral diretamente vinculada á Reitoria de Rio Branco, mas com grande margem de autonomia para gerir seus próprios destinos e fazer um diagnóstico mais apurado das necessidades pedagógicas e profissionais do lugar. Na esteira das instituições de ensino voltadas tipicamente as demandas regionais, a Universidade da Floresta está fadada a dar uma enorme contribuição ao ensino e, consequentemente, ao desenvolvimento de todo o Juruá.
Não só o Vale do Juruá, mas todo o estado do Acre- e especialmente a classe estudantil- estão de parabéns pela instituição de ensino superior que acaba de ganhar. Basta lembrar o esforço( aliás o verdadeiro sacrifício) que muitas famílias faziam para enviar seus filhos a Rio Branco, outros estados(especialmente Amazonas e Pará) ou mesmo aos países vizinhos para conquistar um diploma de nível superior e ,assim garantir um futuro melhor. É hora ainda de reconhecer o esforço do Ministério de Educação na criação de novas universidades federais para consolidar o ensino público e gratuito ou ainda na concessão de bolsas a fim de assegurar o acesso ás universidades privadas das classes menos favorecidas. Com isto, não apenas democratiza-se o ensino em todos os níveis, mas também, e sobretudo, se forma uma mão-de-obra altamente especializada que vai, com toda a certeza, garantir um desenvolvimento mais rápido e seguro para todo o País.
Gladson Cameli(Deputado Federal-PP/AC)
08 Outubro, 2007
UFAC IMPLANTARÁ CURSO DE ENFERMAGEM EM FEIJÓ
Acordo para implantação do curso foi firmado nesta semana entre a deputada Perpétua Almeida (PcdoB) e a chefia do departamento de Ciências da Saúde.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 75% das ações básicas de saúde são realizadas pela equipe de enfermagem.
Por isso a recomendação da OMS é a de um enfermeiro para cada 500 habitantes.
Isso significa que para uma população de quase 180 milhões de pessoas como é o caso, seriam necessários 360 mil enfermeiros graduados, enquanto em todo o país existe a metade desse número.
Dos 1 milhão e 180 mil enfermeiros em atividade no país, de acordo com dados do Confen ( Conselho de Enfermagem), 600 mil são auxiliares de enfermagem e 400 mil são técnicos de enfermagem. Apenas 180 mil, são enfermeiros formados, com nível superior. O que significa um déficit de 50% segundo a OMS.
Problema que se agrava ainda mais no Norte/ Nordeste e em Regiões mais isoladas, como é o caso do município de Jordão e até recentemente também Feijó e Taruacá. Estes 2 últimos só possuíam acesso por via terrestre durante 3 meses por ano. Jordão permanece isolado.
De acordo com a amostragem por município do SUS (Sistema Único de Saúde), Tarauacá possui 10 enfermeiros, Feijó, o terceiro município do estado em número de habitantes 09 e Jordão apenas 02.
“É a estes 3 municípios carentes de profissionais não apenas nesta área, mas principalmente nesta porque lida com vidas que o curso de enfermagem da Ufac se destina”, explicou a deputada Perpétua Almeida do PcdoB.
No ano passado uma reunião entre a OMS e a Organização de Proteção Ambiental (OPA), propôs uma década de investimentos em Recursos Humanos em saúde (2006/ 2015), para poder enfrentar os desafios nessa área.
A OMS concluiu que a apropriada identificação das necessidades da saúde da população e a adequada prestação de serviços, constituem a base sobre a qual será possível a existência de uma prática de saúde, bem como a correta definição, formação e utilização dos recursos humanos para essa área.
“Não podemos pensar em saúde se não oportunizarmos a qualificação dos profissionais que atuam na área, por isso nosso empenho em levar o curso de enfermagem para Feijó, onde também poderá receber estudantes de Tarauacá e Jordão. Quanto mais pessoas altamente qualificadas tivermos para trabalhar no estado, melhor serão as condições de vida”, disse a deputada Perpétua Almeida (PcdoB).
Perpétua assumiu o compromisso de realizar esse sonho dos trabalhadores da saúde de Feijó, no início deste ano, quando se reuniu com eles.
Na ocasião os trabalhadores fizeram várias reclamações. Entre elas o fato de atuarem como enfermeiros e receberem como auxiliares de serviços domésticos entre outros.
Mas o principal pedido foi um curso de nível superior na área.
“Foi uma sensação ambígua, ao mesmo tempo em que fiquei feliz por ver que a intenção deles era estudar para ganhar um salário melhor e ter um outro status na sociedade, ou seja ficou visível o empenho em se qualificar, fiquei também triste por não ter certeza se a tentativa daria certo. Prometi a eles meu empenho, mas que não esperassem mais que isso. Hoje estou plenamente satisfeita, ao ter o pedido acolhido pelo departamento de Ciências da Saúde”, disse a deputada na reunião com a chefia do departamento.
Pelas contas dos professores do departamento de Ciências da Saúde, as despesas com o curso todo ( a formação de uma turma), não sairá por menos de 1 milhão de reais.
A deputada Perpétua Almeida (PcdoB) se comprometeu a colocar inicialmente R$ 500 mil em emenda para que o departamento viabilize o inicio do curso em 2009, e outras emendas nos próximos anos de maneira a garantir a cobertura das despesas.
O departamento de Ciências da Saúde por sua vez se comprometeu a realizar o vestibular , resguardando 50% das vagas para os profissionais que já atuam na área, e o restante para a comunidade. Assim como garantiu o deslocamento dos professores da Ufac para ministrarem as aulas. Ficando os estágios em aberto. Parte deles deverão ser feitos na Região, e parte em Cruzeiro do Sul ou na capital.Serão cobertos pelo projeto os 3 municípios: Jordão, Tarauacá e Feijó.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 75% das ações básicas de saúde são realizadas pela equipe de enfermagem.
Por isso a recomendação da OMS é a de um enfermeiro para cada 500 habitantes.
Isso significa que para uma população de quase 180 milhões de pessoas como é o caso, seriam necessários 360 mil enfermeiros graduados, enquanto em todo o país existe a metade desse número.
Dos 1 milhão e 180 mil enfermeiros em atividade no país, de acordo com dados do Confen ( Conselho de Enfermagem), 600 mil são auxiliares de enfermagem e 400 mil são técnicos de enfermagem. Apenas 180 mil, são enfermeiros formados, com nível superior. O que significa um déficit de 50% segundo a OMS.
Problema que se agrava ainda mais no Norte/ Nordeste e em Regiões mais isoladas, como é o caso do município de Jordão e até recentemente também Feijó e Taruacá. Estes 2 últimos só possuíam acesso por via terrestre durante 3 meses por ano. Jordão permanece isolado.
De acordo com a amostragem por município do SUS (Sistema Único de Saúde), Tarauacá possui 10 enfermeiros, Feijó, o terceiro município do estado em número de habitantes 09 e Jordão apenas 02.
“É a estes 3 municípios carentes de profissionais não apenas nesta área, mas principalmente nesta porque lida com vidas que o curso de enfermagem da Ufac se destina”, explicou a deputada Perpétua Almeida do PcdoB.
No ano passado uma reunião entre a OMS e a Organização de Proteção Ambiental (OPA), propôs uma década de investimentos em Recursos Humanos em saúde (2006/ 2015), para poder enfrentar os desafios nessa área.
A OMS concluiu que a apropriada identificação das necessidades da saúde da população e a adequada prestação de serviços, constituem a base sobre a qual será possível a existência de uma prática de saúde, bem como a correta definição, formação e utilização dos recursos humanos para essa área.
“Não podemos pensar em saúde se não oportunizarmos a qualificação dos profissionais que atuam na área, por isso nosso empenho em levar o curso de enfermagem para Feijó, onde também poderá receber estudantes de Tarauacá e Jordão. Quanto mais pessoas altamente qualificadas tivermos para trabalhar no estado, melhor serão as condições de vida”, disse a deputada Perpétua Almeida (PcdoB).
Perpétua assumiu o compromisso de realizar esse sonho dos trabalhadores da saúde de Feijó, no início deste ano, quando se reuniu com eles.
Na ocasião os trabalhadores fizeram várias reclamações. Entre elas o fato de atuarem como enfermeiros e receberem como auxiliares de serviços domésticos entre outros.
Mas o principal pedido foi um curso de nível superior na área.
“Foi uma sensação ambígua, ao mesmo tempo em que fiquei feliz por ver que a intenção deles era estudar para ganhar um salário melhor e ter um outro status na sociedade, ou seja ficou visível o empenho em se qualificar, fiquei também triste por não ter certeza se a tentativa daria certo. Prometi a eles meu empenho, mas que não esperassem mais que isso. Hoje estou plenamente satisfeita, ao ter o pedido acolhido pelo departamento de Ciências da Saúde”, disse a deputada na reunião com a chefia do departamento.
Pelas contas dos professores do departamento de Ciências da Saúde, as despesas com o curso todo ( a formação de uma turma), não sairá por menos de 1 milhão de reais.
A deputada Perpétua Almeida (PcdoB) se comprometeu a colocar inicialmente R$ 500 mil em emenda para que o departamento viabilize o inicio do curso em 2009, e outras emendas nos próximos anos de maneira a garantir a cobertura das despesas.
O departamento de Ciências da Saúde por sua vez se comprometeu a realizar o vestibular , resguardando 50% das vagas para os profissionais que já atuam na área, e o restante para a comunidade. Assim como garantiu o deslocamento dos professores da Ufac para ministrarem as aulas. Ficando os estágios em aberto. Parte deles deverão ser feitos na Região, e parte em Cruzeiro do Sul ou na capital.Serão cobertos pelo projeto os 3 municípios: Jordão, Tarauacá e Feijó.
05 Outubro, 2007
Malária invade a UFAC
NUVENS DE MOSQUITOS ASSUSTAM O CAMPUS DO CANELA FINA. E NÚMERO DE CASOS DA DOENÇA NÃO PARA DE CRESCER
Faltando poucos dias para a visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, às instalações da Universidade da Floresta, como é chamado o campus da Universidade Federal do Acre em Cruzeiro do Sul, professores, alunos e funcionários estão assustados com o aumento de casos de malária entre eles. Enquanto a universidade prepara-se para a inauguração das novas instalações, dia 9, as pessoas não escondem que estão com medo de trabalhar no local, principalmente à noite.
No período noturno o temor aumenta por causa do hábito do anopheles, mosquito transmissor da malária. O campus foi construído numa região isolada, a poucos metros de um açude que, segundo depoimento dos estudantes, poderia ser mais bem cuidado. Nas portas de algumas coordenações são fixados textos alertando para os sintomas da malária, uma iniciativa dos próprios funcionários que se esforçam para não contrair a doença. Além de José Lima e mais dois vigilantes que adoeceram de malária, também contraíram a doença do tipo falsiparum a professora de Literatura Alexandrina Felix e o professor de Pedagogia Elimar da Costa Carvalho e Milton Chamareli, da Coordenação de Letras.
Para Maria do Perpétuo Socorro Guimarães Salgado, que trabalha na Coordenação de Pedagogia, "as pessoas estão com medo até mesmo de ir aos banheiros do campus, por causa do grande acúmulo de mosquitos nesses locais".
Priscila Albuquerque Silva Veloso de Menezes, assessora técnica da Coordenação de Letras, que também trabalha à noite, acredita que o pessoal da Vigilância Ambiental deveria enviar o fumacê pelo menos duas vezes na semana. Funcionários da Vigilância Ambiental, que pediram para não ser identificados, afirmam que tem feito borrifação espacial nas proximidades dos prédios, mas geralmente a fumaça se espalha com o vento e não chega a atingir os prédios. Segundo eles, os professores reclamam que se a fumaça penetrar nas instalações acabará prejudicando as aulas.
A estudante Nívia Souza critica a Vigilância Ambiental. Ela afirma que "ninguém nunca foi visto limpando o açude que existe no local. A limpeza do açude poderia, talvez, diminuir um pouco o número de casos de malária". Segundo ela, o amigo Ronegildo, com quem cursa o oitavo período de Pedagogia à noite, está doente em casa e garante que foi picado pelo mosquito transmissor da malária nas instalações da universidade.Os nove funcionários da manutenção que trabalham no local têm sido duramente atingidos pela epidemia. Railda Moura Maciel, Cleilson Marcelo Gomes e Luciana, que trabalham na empresa "C.J.", responsável pela limpeza das instalações, contraíram malária nos últimos dois meses. Desses, Cleilson, que mora na Boca da Alemanha, acha que teve contato com o vetor nas proximidades de sua casa, mas acredita que "a maioria das pessoas está pegando malária na Universidade da Floresta mesmo".
Maria Rosa do Nascimento Pinheiro, mãe de três filhos, é outra funcionária da "C.J." que esteve enferma em casa. Seu marido Odilon, que trabalha com a esposa no mesmo local conta que "ela só pode ter pego malária no trabalho, porque na residência do casal, na Boca da Onça, ninguém nunca pegou malária".Nem mesmo quem trabalha no restaurante do campus está livre da malária. José Gleucimar Barroso da Costa, funcionário do restaurante e morador no bairro da AABB, lembra que caiu de cama no dia 15 de agosto, com vívax. "Peguei aqui na universidade, com certeza, porque aqui tem milhares de mosquitos", conta.Mas de acordo com Adriano da Silva de Souza, encarregado da empresa RCM, que ergue a biblioteca e dois prédios de laboratórios na Universidade da Floresta, "faz mais de dois meses que nenhum dos 29 operários contrai malária".
www.tribunadojurua.com - Dílson Ornelas
Faltando poucos dias para a visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, às instalações da Universidade da Floresta, como é chamado o campus da Universidade Federal do Acre em Cruzeiro do Sul, professores, alunos e funcionários estão assustados com o aumento de casos de malária entre eles. Enquanto a universidade prepara-se para a inauguração das novas instalações, dia 9, as pessoas não escondem que estão com medo de trabalhar no local, principalmente à noite.
No período noturno o temor aumenta por causa do hábito do anopheles, mosquito transmissor da malária. O campus foi construído numa região isolada, a poucos metros de um açude que, segundo depoimento dos estudantes, poderia ser mais bem cuidado. Nas portas de algumas coordenações são fixados textos alertando para os sintomas da malária, uma iniciativa dos próprios funcionários que se esforçam para não contrair a doença. Além de José Lima e mais dois vigilantes que adoeceram de malária, também contraíram a doença do tipo falsiparum a professora de Literatura Alexandrina Felix e o professor de Pedagogia Elimar da Costa Carvalho e Milton Chamareli, da Coordenação de Letras.
Para Maria do Perpétuo Socorro Guimarães Salgado, que trabalha na Coordenação de Pedagogia, "as pessoas estão com medo até mesmo de ir aos banheiros do campus, por causa do grande acúmulo de mosquitos nesses locais".
Priscila Albuquerque Silva Veloso de Menezes, assessora técnica da Coordenação de Letras, que também trabalha à noite, acredita que o pessoal da Vigilância Ambiental deveria enviar o fumacê pelo menos duas vezes na semana. Funcionários da Vigilância Ambiental, que pediram para não ser identificados, afirmam que tem feito borrifação espacial nas proximidades dos prédios, mas geralmente a fumaça se espalha com o vento e não chega a atingir os prédios. Segundo eles, os professores reclamam que se a fumaça penetrar nas instalações acabará prejudicando as aulas.
A estudante Nívia Souza critica a Vigilância Ambiental. Ela afirma que "ninguém nunca foi visto limpando o açude que existe no local. A limpeza do açude poderia, talvez, diminuir um pouco o número de casos de malária". Segundo ela, o amigo Ronegildo, com quem cursa o oitavo período de Pedagogia à noite, está doente em casa e garante que foi picado pelo mosquito transmissor da malária nas instalações da universidade.Os nove funcionários da manutenção que trabalham no local têm sido duramente atingidos pela epidemia. Railda Moura Maciel, Cleilson Marcelo Gomes e Luciana, que trabalham na empresa "C.J.", responsável pela limpeza das instalações, contraíram malária nos últimos dois meses. Desses, Cleilson, que mora na Boca da Alemanha, acha que teve contato com o vetor nas proximidades de sua casa, mas acredita que "a maioria das pessoas está pegando malária na Universidade da Floresta mesmo".
Maria Rosa do Nascimento Pinheiro, mãe de três filhos, é outra funcionária da "C.J." que esteve enferma em casa. Seu marido Odilon, que trabalha com a esposa no mesmo local conta que "ela só pode ter pego malária no trabalho, porque na residência do casal, na Boca da Onça, ninguém nunca pegou malária".Nem mesmo quem trabalha no restaurante do campus está livre da malária. José Gleucimar Barroso da Costa, funcionário do restaurante e morador no bairro da AABB, lembra que caiu de cama no dia 15 de agosto, com vívax. "Peguei aqui na universidade, com certeza, porque aqui tem milhares de mosquitos", conta.Mas de acordo com Adriano da Silva de Souza, encarregado da empresa RCM, que ergue a biblioteca e dois prédios de laboratórios na Universidade da Floresta, "faz mais de dois meses que nenhum dos 29 operários contrai malária".
www.tribunadojurua.com - Dílson Ornelas
04 Outubro, 2007
Gol transporta morta mulher que recusou a transportar doente
O corpo da aposentada Leoneza Maria Barroso, 64 anos, chegou a Cruzeiro do Sul por volta de duas horas de quarta-feira (03), no vôo da Gol Linhas Aéreo. Ela morreu na noite da última segunda-feira, em um hospital particular na cidade de Manaus (AM) vítima de uma embolia pulmonar.
De Cruzeiro do Sul o corpo da aposentada seguiu em um vôo particular para a cidade de Ipixuna (AM) onde ela morava com parte de sua família.
Leoneza ficou conhecida em todo estado, por ser impedida de embarcar no vôo da Gol Linhas Aéreas no Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul no dia 15 de setembro. A empresa desobedeceu uma ordem judicial e impediu o embarque da passageira que faria tratamento de saúde em Rio Branco, alegando que ela não tinha condições de viajar sem precisar do uso de oxigênio. A mulher só viajou no dia seguinte em um vôo fretado pela prefeitura de Ipixuna (AM).
O movimento feito pela família da aposentada despertou ainda mais a classe política, para a gravidade do isolamento vivido pela população do Vale do Juruá em virtude da Gol não atender as necessidades da região.
Janaina Negreiros sobrinha da aposentada, disse que devido aos constrangimentos enfrentados, Leoneza já saiu de Cruzeiro do Sul emocionalmente abalada e chegou a pedir para não viajar, temendo não resistir. Mesmo assim não precisou de oxigênio na viagem para Rio Branco e dez dias depois seguiu para Manaus sentada na aeronave como os demais passageiros.
"A Gol não levou ela doente, mas vai trazer morta. A família analisa que serviu para que as autoridades tomassem uma atitude, graças a Deus outras famílias não passarão pelo que nós passamos. É uma situação difícil, não desejamos pra ninguém, infelizmente foi à custa da vida da minha tia que nós conseguimos isso" finaliza Janaina Negreiros.
De Cruzeiro do Sul o corpo da aposentada seguiu em um vôo particular para a cidade de Ipixuna (AM) onde ela morava com parte de sua família.
Leoneza ficou conhecida em todo estado, por ser impedida de embarcar no vôo da Gol Linhas Aéreas no Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul no dia 15 de setembro. A empresa desobedeceu uma ordem judicial e impediu o embarque da passageira que faria tratamento de saúde em Rio Branco, alegando que ela não tinha condições de viajar sem precisar do uso de oxigênio. A mulher só viajou no dia seguinte em um vôo fretado pela prefeitura de Ipixuna (AM).
O movimento feito pela família da aposentada despertou ainda mais a classe política, para a gravidade do isolamento vivido pela população do Vale do Juruá em virtude da Gol não atender as necessidades da região.
Janaina Negreiros sobrinha da aposentada, disse que devido aos constrangimentos enfrentados, Leoneza já saiu de Cruzeiro do Sul emocionalmente abalada e chegou a pedir para não viajar, temendo não resistir. Mesmo assim não precisou de oxigênio na viagem para Rio Branco e dez dias depois seguiu para Manaus sentada na aeronave como os demais passageiros.
"A Gol não levou ela doente, mas vai trazer morta. A família analisa que serviu para que as autoridades tomassem uma atitude, graças a Deus outras famílias não passarão pelo que nós passamos. É uma situação difícil, não desejamos pra ninguém, infelizmente foi à custa da vida da minha tia que nós conseguimos isso" finaliza Janaina Negreiros.
02 Outubro, 2007
Biopiratas saqueiam a Amazônia
As informações são de Chico Araújo, um cara apaixonado demais pela Amazônia. As acusações são gravíssimas. Com a palavra, o governo brsileiro
BRASÍLIA - Biopiratas alemães, norte-americanos, holandeses e de várias regiões da Europa estão entrando clandestinamente na Amazônia para fazer bioprospeção de solo, água e a coleta ilegal de essências de plantas e de microorganismos. Eles ingressam no território brasileiro a partir da cidade colombiana de Las Piedras, localizada nas imediações da Vila Bittencourt, que fica entre as sedes dos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, no Amazonas. O Exército mantém um pelotão na região.
Os biopiratas utilizam os rios Putumayo e Caquetá, em território colombiano, para ingressar no Brasil. Após cruzar linha de fronteira da Colômbia com o Brasil, esses grupos usam lanchas voadeiras para navegar e fazer tranqüilamente suas prospecções às margens dos rios Japurá, Iça e Juruá, no médio Solimões.A ação dos biopiratas foi relatada, ontem, com detalhes à Agência Amazônia, pelo zootecnista José Leland Juvêncio Barroso. Analista ambiental do Ibama cedido ao governo do Amazonas, Leland conta que, nos últimos dois anos, houve um crescimento do tráfego de estrangeiros ao longo dos rios da região. Segundo ele, isso ocorreu após o governo da Colômbia intensificar o abate de aviões suspeitos na fronteira com o Brasil. "Antes, eles ingressaram no Brasil em hidroaviões, se embrenhavam na selva por vários dias e saiam daqui lavando tudo que o que queriam", recorda Leland. Hoje, com medo de terem seus aviões abatidos, os biopiratas mudaram de tática. Utilizam os rios e se valem da pouca fiscalização em vários pontos da fronteira brasileira para coletar o que bem entendem.
Rastreamento Segundo o relato de Leland, a ação desses grupos não tem se limitado somente à coleta de material genético da Amazônia. Eles fazem o rastreamento por GPS (Global System Position) de áreas com indício de jazidas de minérios e fazem filmagens nesses locais. Peixes ornamentais da região estão sendo contrabandeados em grande quantidade via Colômbia."Nesse imenso vazio geográfico, que é a fronteira do Brasil com a Colômbia, a pessoa faz hoje o que bem entender e a hora que quiser, porque não há fiscalização dos órgãos federais", diz José Leland. Ele conta, por exemplo, que a pessoa navega até três pelos rios da região sem encontrar uma moradia.Para mudar esse quadro, o zootecnista diz que a solução é a intensificação das operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Federal (PF) na região. "Hoje, essas operações têm sido muito esparsas, o que deixa os biopiratas bem à vontade para agir", lembra.
Exército em ação
Depois de informado sobre o caso, o Comando Militar da Amazônia (CMA), com sede em Manaus (AM), garantiu que o Exército está atento a toda e qualquer movimentação suspeita naquela região da fronteira. Segundo o chefe do Centro de Comunicação Social do CMA, tenente-coronel Alex Vander, a denúncia de Leland é muita grave e será averiguada em conjunto com a PF. Segundo o coronel, toda vez que surge um fato como esse o Exército aciona a Polícia Federal, já que o controle da presença de estrangeiros em território brasileiro é atribuição daquela força policial. Além de avisar a PF, o Exército ainda apóia as operações do órgão, fornecendo aviões, veículos, lanchas e até pessoal. O coronel Alex Vander garante que é praxe do Exército auxiliar os demais órgãos de seguranças e fiscalização sediados nas regiões de fronteiras. "Fazemos isso porque temos consciência do importante papel da Amazônia para o Brasil e o mundo", ressalta o militar. E acrescenta: "Os brasileiros de fora da região precisam conhecer melhor a Amazônia, e também defendê-la".
Conheça o rio Japurá
Nasce em altitudes bastante elevadas, ao sul da Colômbia. Sua extensão é estimada em 2.100 quilômetros, sendo 1.367 em território colombiano (onde é conhecido pelo nome de Caquetá) e 733 quilômetros no Brasil. Tem sua foz em delta, com oito ramificações.A Bacia Hidrográfica do Japurá tem a forma de uma faixa alongada que se estreita na foz e se alarga nas nascentes. A largura máxima da faixa é de cerca de 300 quilômetros e o comprimento é de 1.600 quilômetros. O tipo de rede de drenagem é paralelo ao da grande maioria dos rios, correndo no sentido da declividade geral da bacia, fazendo ângulos não muito acentuados com o rio principal. Após o trecho de corredeiras, na Colômbia, o rio Japurá adentra em território brasileiro, já no seu baixo curso, com características de rio de planície. Apresenta-se largo, porém, pouco profundo, com inúmeras ilhas dentro de seu leito. É margeado por grande número de lagoas, que absorvem parte das águas de enchentes, devolvendo-as nas vazantes. O trecho de 721 quilômetros da sua foz até a Vila Bittencourt, apresenta o canal navegável tortuoso, exigindo complicadas manobras, mesmo para as embarcações de pequeno calado que navegam no rio a maior parte do ano. A declividade estimada é de 7,5 cm/Km. O período de águas altas ocorre entre março e julho, possibilitando calado de até 3 metros. Na época das águas baixas, de julho a fevereiro, o calado se reduz para 1,20 metros.
CHICO ARAÚJO - Agência Amazônia
BRASÍLIA - Biopiratas alemães, norte-americanos, holandeses e de várias regiões da Europa estão entrando clandestinamente na Amazônia para fazer bioprospeção de solo, água e a coleta ilegal de essências de plantas e de microorganismos. Eles ingressam no território brasileiro a partir da cidade colombiana de Las Piedras, localizada nas imediações da Vila Bittencourt, que fica entre as sedes dos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, no Amazonas. O Exército mantém um pelotão na região.
Os biopiratas utilizam os rios Putumayo e Caquetá, em território colombiano, para ingressar no Brasil. Após cruzar linha de fronteira da Colômbia com o Brasil, esses grupos usam lanchas voadeiras para navegar e fazer tranqüilamente suas prospecções às margens dos rios Japurá, Iça e Juruá, no médio Solimões.A ação dos biopiratas foi relatada, ontem, com detalhes à Agência Amazônia, pelo zootecnista José Leland Juvêncio Barroso. Analista ambiental do Ibama cedido ao governo do Amazonas, Leland conta que, nos últimos dois anos, houve um crescimento do tráfego de estrangeiros ao longo dos rios da região. Segundo ele, isso ocorreu após o governo da Colômbia intensificar o abate de aviões suspeitos na fronteira com o Brasil. "Antes, eles ingressaram no Brasil em hidroaviões, se embrenhavam na selva por vários dias e saiam daqui lavando tudo que o que queriam", recorda Leland. Hoje, com medo de terem seus aviões abatidos, os biopiratas mudaram de tática. Utilizam os rios e se valem da pouca fiscalização em vários pontos da fronteira brasileira para coletar o que bem entendem.
Rastreamento Segundo o relato de Leland, a ação desses grupos não tem se limitado somente à coleta de material genético da Amazônia. Eles fazem o rastreamento por GPS (Global System Position) de áreas com indício de jazidas de minérios e fazem filmagens nesses locais. Peixes ornamentais da região estão sendo contrabandeados em grande quantidade via Colômbia."Nesse imenso vazio geográfico, que é a fronteira do Brasil com a Colômbia, a pessoa faz hoje o que bem entender e a hora que quiser, porque não há fiscalização dos órgãos federais", diz José Leland. Ele conta, por exemplo, que a pessoa navega até três pelos rios da região sem encontrar uma moradia.Para mudar esse quadro, o zootecnista diz que a solução é a intensificação das operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Federal (PF) na região. "Hoje, essas operações têm sido muito esparsas, o que deixa os biopiratas bem à vontade para agir", lembra.
Exército em ação
Depois de informado sobre o caso, o Comando Militar da Amazônia (CMA), com sede em Manaus (AM), garantiu que o Exército está atento a toda e qualquer movimentação suspeita naquela região da fronteira. Segundo o chefe do Centro de Comunicação Social do CMA, tenente-coronel Alex Vander, a denúncia de Leland é muita grave e será averiguada em conjunto com a PF. Segundo o coronel, toda vez que surge um fato como esse o Exército aciona a Polícia Federal, já que o controle da presença de estrangeiros em território brasileiro é atribuição daquela força policial. Além de avisar a PF, o Exército ainda apóia as operações do órgão, fornecendo aviões, veículos, lanchas e até pessoal. O coronel Alex Vander garante que é praxe do Exército auxiliar os demais órgãos de seguranças e fiscalização sediados nas regiões de fronteiras. "Fazemos isso porque temos consciência do importante papel da Amazônia para o Brasil e o mundo", ressalta o militar. E acrescenta: "Os brasileiros de fora da região precisam conhecer melhor a Amazônia, e também defendê-la".
Conheça o rio Japurá
Nasce em altitudes bastante elevadas, ao sul da Colômbia. Sua extensão é estimada em 2.100 quilômetros, sendo 1.367 em território colombiano (onde é conhecido pelo nome de Caquetá) e 733 quilômetros no Brasil. Tem sua foz em delta, com oito ramificações.A Bacia Hidrográfica do Japurá tem a forma de uma faixa alongada que se estreita na foz e se alarga nas nascentes. A largura máxima da faixa é de cerca de 300 quilômetros e o comprimento é de 1.600 quilômetros. O tipo de rede de drenagem é paralelo ao da grande maioria dos rios, correndo no sentido da declividade geral da bacia, fazendo ângulos não muito acentuados com o rio principal. Após o trecho de corredeiras, na Colômbia, o rio Japurá adentra em território brasileiro, já no seu baixo curso, com características de rio de planície. Apresenta-se largo, porém, pouco profundo, com inúmeras ilhas dentro de seu leito. É margeado por grande número de lagoas, que absorvem parte das águas de enchentes, devolvendo-as nas vazantes. O trecho de 721 quilômetros da sua foz até a Vila Bittencourt, apresenta o canal navegável tortuoso, exigindo complicadas manobras, mesmo para as embarcações de pequeno calado que navegam no rio a maior parte do ano. A declividade estimada é de 7,5 cm/Km. O período de águas altas ocorre entre março e julho, possibilitando calado de até 3 metros. Na época das águas baixas, de julho a fevereiro, o calado se reduz para 1,20 metros.
CHICO ARAÚJO - Agência Amazônia
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