25 Fevereiro, 2007

JURUÁ: EMPIRISMO X NOVAS TECNOLOGIAS


O presidente do Conselho Regional de Administração, Renné Lobo, que chegou a Cruzeiro do Sul, acompanhado da conselheira do Conselho Federal de Administração, Eva Albuquerque, comentou que “o Vale do Juruá é uma região riquíssima em pessoas com notoriedade pública, de onde já saiu governador, atualmente tem o vice-governador, e formou vários deputados. São pessoas muito influentes, mas com muito empirismo, porque não têm os caminhos científicos da Administração e isso gera muita dificuldade. Eles fazem as coisas na base do experimento, de testar as coisas para ver se funciona. E se você é um administrador, então você tem todas as condições de planejar e coordenar melhor”.

Segundo Lobo, essa sociedade (do Juruá) precisa colocar o administrador no seu devido lugar de planejamento e comando, “para que ela tenha o resultado qualitativo das suas ações”.


Lobo fez palestra para cerca de 500 acadêmicos do IEVAL (Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Vale do Juruá), que formou em janeiro suas três primeiras turmas de administradores.

21 Fevereiro, 2007

Por dentro da política no Juruá

O PPS ACABOU • Sem querer dar uma de Zé Lezim, quero informar que nas próximas horas o melhor portal de notícias do Acre, o www.ac24horas.com vai noticiar que o PPS acabou no Vale do Juruá. Morreu de morte morrida.

LÍNGUA AFIADA • A prefeita Zila Bezerra não esqueceu os embates na Câmara Federal e mostra que ainda anda com a língua afiada. A esposa do ex-senador e ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Aloísio Bezerra, comentou que em Brasília os deputados perdem muito tempo com conversas que não levam a nada. Fala-se muito por coisa alguma. E aponta o caminho das pedras, quer dizer, da grana. Segundo ela, o dinheiro está nos ministérios.

CARNAVAL DE ACUSAÇÕES • O vereador Zequinha Lima (PCdoB) não perde tempo e acusou Zila Bezerra de beneficiar um representante de cerveja em detrimento de todos os outros comerciantes da cidade. "É um absurdo o que aconteceu no Carnaval de Cruzeiro do Sul. Isso demonstra a falta de compromisso da prefeita com a sociedade, principalmente com os foliões que gostam de apreciar uma boa festa carnavalesca", declarou.

A bronca do vereador é porque o empresário Assen
Cameli teria conseguido exclusividade da Prefeitura para vender a cerveja Brahma nas imediações da Praça onde ocorreram os eventos de Carnaval, em troca de investimentos (no valor de R$ 35 mil) na infra-estrutura da festa. Outro empresário, Donário Cordeiro, encostou um caminhão do outro lado da rua e passou a vender a latinha da Nova Schin a R$ 1,00, metade do preço da concorrente. Os fiscais da Prefeitura não deixaram e o locutor oficial da Prefeitura, Chico Melo, criticou a atitude de Donário pelo sistema de som.


“Pra mim tem trambique nessa história, isso me cheira mal”, disse Zequinha.


20 Fevereiro, 2007

Criador e Criaturas - Até no Carnaval temos sede de Deus


Embora as religiões tentem administrar a desesperadora busca por Deus, presente em todas as pessoas, essa sede toda nada tem a ver com religião. Cada um procura o Criador à sua maneira, mas a procura por Deus é o denominador comum a todos as pessoas. Claro que cada um recebe, ou não, a resposta da sua busca, e que resposta é essa, e quem a responde, é uma questão bem mais profunda que não vamos tratar aqui.

É impressionante, porém, como isso fica evidente até mesmo no Carnaval, mesmo nos municípios mais ocidentais do país, no Acre, que fazem fronteira com o Peru, onde as religiões predominantes são o catolicismo, o protestantismo e o espiritismo adaptado para a Região Amazônica, como é o caso da União Vegetal e do Santo Daime. Tem também a presença forte maçonaria, mas que ninguém pode dizer ao certo se é religião.

Essa reflexão começou ao ver a foto da musa do Carnaval carioca, Juliana Paes, rezando antes de começar o desfile pela Escola de Samba Unidos da Viradouro, niteroiense como ela. Na festa pagã as reverências costumeiras são dirigidas mais aos demônios que a Deus, contudo, no coração da mulher (talvez mais uma vez enganada, como ocorreu com a primeira mulher), a sua sede por Deus a obriga a elevar seus pensamentos a um ser maior, provavelmente em busca de proteção. Não me importa muito aqui, neste contexto, questionar se Juliana está certa ou errada, se será atendida ou não e nem a quem buscava. Estou falando da sede por Deus, da Juliana, da minha e da sua sede por Deus.

Para ilustrar do que trata o Blog, mostramos dois momentos distintos. Em um deles, no desfile da Escola de Samba do Bairro da Baixa, na noite de domingo, Anailton Salgado (foto acima) junto com a outra destaque Gianne, protagonizaram a cena do Éden, com Adão e Eva, mostrando o enrêdo “A Criação”. Evidentemente as coreograficas, gestos e maquiagens são próprias da festa de Momo mas, como Juliana Paes na Avenida da Sapucaí, no Rio de Janeiro, caracterizam também uma sede enlouquecida por Deus.

Para terminar, mostramos que o fenômeno do Carnaval produz efeitos opostos. É como se houvesse três tipos de pessoas: as que gostam, as que são indiferentes e as que odeiam o Carnaval. Dessas últimas, muitas procuram lugares para fazer seus retiros espirituais. Foi o caso de um grupo de presbiterianos, liderados pelos pastores Hélio (foto à direita) e Walter, que desafiaram a malária no município de Mâncio Lima, para também ir em busca de Deus. Os evangélicos, reliosos ou não, também estão sedentos por Deus. No ano passado mais de 70% de cerca de 150 desses presbiterianos contrairam malária neste mesmo sítio. Mas voltaram mais uma vez.

Parece uma sede insaciável, essa sede por Deus.

17 Fevereiro, 2007

UM ANO DE BLOG - Deslumbramento e Medo

Dia 22 de fevereiro do ano passado coloquei essas imagens neste Blog porque elas têm um significado marcante para nós, que nos julgamos amantes da liberdade. Estou relembrando-as porque cada vez mais estou convencido de que a liberdade é relativa. Por um lado conquistamos o direito de voar livres, como os pássaros. Mas como os pássaros também somos devorados. E na nossa selvageria do dia a dia nem percebemos que não somos os únicos selvagens do planeta.
Na cidade grande não dava tempo de ver a Esquadrilha da Fumaça. Entre um stress e outro, apenas via seu rastro de vapor branco contra o azul celeste e imaginava que eses heróis haviam voado por ali. Mas aqui em Cruzeiro do Sul, no Acre, antes e depois de uma fantástica exibição de 15 minutos, quando de passagem para o visinho Peru, pude ver que esses acrobatas da Força Aérea são gente de carne e osso. Conversei com eles e tirei fotos ao lado do avião que eu poderia estar ajudando a manter voando, se não tivesse desistido do curso de Sargento Especialista, para o qual passei em Guaratinguetá, quando era mais jovem do que sou hoje.

Mas o que me causa arrepio, ainda hoje, foi ver o estado em que ficou o corpo de Fredson Oliveira Andrade, 25 anos, morador do município de Mâncio Lima, devorado por um jacaré. Ele estava acompanhado do professor Cristiano Dias de Andrade e decidiu pular na água para banhar-se. Não voltou mais. Algum tempo depois moradores chamaram os bombeiros para recolher seu corpo mutilado. A natureza aqui é ao mesmo tempo bela, misteriosa, mas tem suas próprias leis. Minha vida toda vi homens devorando homens e destruindo a natureza, mas aqui a floresta amazônica vinga a natureza que o homem devora e os devora, com muito mais naturalidade, claro.

15 Fevereiro, 2007

Revista Custo Brasil – uma leitura obrigatória


Quando a saudade dos amigos aperta procuro saber o que eles estão fazendo, e às vezes me encho de orgulho ao ver as marcas que deixam em algum canto da nossa história, muitas em alto relevo. É o caso do meu irmão Rubeny Goulart, que além de apreciar um bom vinho e dar alguns mergulhos no humanismo e na poesia, ainda consegue tempo para ser um profissional dos melhores no segmento editorial.

Jornalista formado pela PUC do Rio, onde finjo ter estudado, comemora um ano bem vivido da sua filha caçula (com a permissão de Milena e Paola, claro), a Revista Custo Brasil. Nenhum empresário de verdade, antenado com os problemas e soluções que travam ou impulsionam seus negócios, pode ficar sem conhecer o trabalho de Goulart.

Como um bom maestro, Rubeny tem uma orquestra afinadíssima e, com harmonia, produz uma revista como quem compõe uma ópera. O ex-ministro Ozires Silva, no último número, dá a “Receita para desobstrução das artérias da inovação”; Cláudio Fernandez fala que “O Estado é o responsável pela eclosão do custo indígena; e Benedicto Fonseca Moreira reivindica uma “Política de simplificação do comércio exterior”. Mas têm outras feras, como Ricardo Sennes, Wilson Azevedo, Renato Navarro Guerreiro, Elidie Palma Bifano, Everton de Almeida Carvalho, Paulo Ceschin e Luís Fernando Schuartz.

Sou suspeito para falar da capacidade de Rubeny e desses magos dos negócios, então, dê você mesmo uma olhada nas empresas que apostam nesses caras. Mesmo se elas não acreditassem na Revista eu acreditaria no talento do meu amigo e dos amigos dele, mas já que as empresas, BEM MAIS CAPITALIZADAS QUE EU acreditam e patrocinam, eu só tenho que aplaudi-las. Parabéns!

Quer conhece-los? Acesse www.revistacustobrasil.com.br


Patrocinadores:









14 Fevereiro, 2007

Luto, Indignação e Atitude (clique sobre o texto)


11 Fevereiro, 2007

Sejam felizes, para sempre!...



O maior casamento nos últimos anos da sociedade cruzeirense uniu os jovens de duas das famílias mais tradicionais do Vale do Juruá, no Acre. Para quem acompanhou suas vidas bem de perto, como fizeram muitos cruzeirenses, o casamento parecia uma dessas histórias de contos de fada, onde os romances são perfeitos, recheados de muita felicidade. O deputado federal Gladson Cameli e a bela Ana Paula, da família Cândido da Silva, escolheram Cruzeiro do Sul, a cidade de nascimento e infância de ambos, para o enlace matrimonial, ocorrido na noite de sexta-feira, dia 9 de fevereiro.

O vice-governador César Messias, assim como o presidente da Assembléia Legislativa, Edvaldo Magalhães e sua esposa, deputada federal Perpétua Almeida, entre outras autoridades, estiveram presentes à cerimônia na Catedral da cidade e no clube da Antarctica, construído pelo próspero empresário Abraão Cândido, tio da noiva.

Desse Blog fazemos nossa singela homenagem ao casal Gladson e Ana Paula Cameli.

Desejamos que seus passos sejam dados, sempre, na direção de Deus, para que suas vidas sejam prósperas e cobertas de bênçãos. Faço votos para que ouçam e entendam a alma dos acreanos mais simples que, com seus olhos cheios de sonhos, ajudam a acender essa chama interior que vai faze-los brilhar em Brasília.

E espero, claro, que ajudem a povoar a Amazônia com seus herdeiros tão valorosos e cheios de virtudes.

Do amigo Dilson Ornelas





ALGUNS FLAGRANTES DO CASAMENTO DA DÉCADA

(Fotos gentilmente cedidas pelo Jornal Tribuna do Juruá)


As duas famílias aguardam a chegada da noiva (foto: Sergio Vale)


Os pais de Ana Paula (esq.) e de Gladson
















Os padrinhos do noivo (acima) e da noiva (mais acima) abençoam o casal

O casal do PCdoB, Perpétua e Edvaldo Magalhães, com a filha Maíra Tainá



Gladson e Ana Paula prestigiam a imprensa do Juruá


e posaram, sempre alegres, rodeados de amigos...


em inúmeras fotos no clube da Antarctica

09 Fevereiro, 2007

Um Ano de Blog - Vale a pena ver de novo!


Dia 27 de fevereiro de 2006, um flagrante do por do sol no Vale do Juruá, região mais ocidental do país.
Esse é o por do sol visto às margens do Rio Moa, que corta essa região e junta-se com o Rio Juruá, onde é normal ver famílias de botos saltando à superfície. Em algumas partes o banho é extremamente desaconselhável. À noite, então, só em casos de suicídio.

07 Fevereiro, 2007

É certo matar-se?

A onda de suicídios no Acre não pára. Os motivos parecem semelhantes: depressão e decepção. Só em janeiro três jovens mataram-se em Cruzeiro do Sul. Na madrugada de terça pra quarta a aposentada Zenaide de Menezes Santos, 30, enforcou-se em Rio Branco. Ainda na tarde de terça-feira a estudante Simone Nascimento da Costa, 16, enforcou-se em Sena Madureira, segundo a polícia por causa de uma gravidez indesejada.

Os dois casos estão no portal de notícias www.ac24horas.com com o título "Abandonada pelo marido comete suicídio por enforcamento".

É certo matar-se?


A dor das pessoas não sai nos jornais. Rádio, TV ou sites de notícia, não mostrarão porque alguém decide pelo suicídio. Mas o papel da imprensa é informar. Desde que surgiu, no século XVI, ou antes, ela ajuda a sociedade a organizar-se a partir de fatos concretos que diz respeito a todos. Por isso precisa ser livre e independente. Esse editorial não tem conotação depreciativa em relação a instituições, famílias ou pessoas, é apenas uma resenha de matéria desta edição.

Dito isso, vamos ao que interessa. A palavra "suicídio" é um daqueles palavrões semelhantes a "câncer", "aids" "dependência química" e, para muitos ainda, "homos-sexualismo". Mas quanto mais mistério se faz em torno desses temas, mais difícil torna-se explica-los, tratá-los ou conviver com eles. Porém, infelizmente, mais atraentes eles se tornam para as novas gerações.

A sociedade sempre condenou o suicídio. Certa vez Cebes perguntou a Sócrates, na Grécia (antes de Cristo): se a morte é tão bem-aventurada, porque o homem não pode tirar a própria vida? O filósofos nunca se preocuparam muito no "porque" o homem dá fim à sua vida, e hoje essa é uma questão para psicólogos e religiosos. Os pensadores se perguntam se os homens devem fazer isso, se é moralmente correto, e se é, em que circunstâncias o suicídio pode ser aceito.

Existem dois tipos de suicídio, o que é feito para si mesmo, chamado suicídio egoísta, e o que é feito em prol dos outros, conhecido como sacrificial. O primeiro caso é condenado até mesmo pelos materialistas. Sartre, por exemplo, afirma que este é um ato de liberdade que põe fim a todos os outros atos de liberdade futuros.
Na verdade não existe razão alguma para o suicídio, já que ele não possui nenhuma base lógica de pensamento. No máximo é o raciocínio traindo (e destruindo) o próprio raciocínio, mostrando uma total falta de interesse em si mesmo. Além disso também pode ser encarado como uma declaração de ódio-próprio, e odiar a si mesmo é o mesmo que dizer que a pessoa não tem amor-próprio, porque quem se ama não pode matar a própria vida.

Quem tentou matar-se e não conseguiu (felizmente), costuma dizer que sua decisão se baseava na saída para um problema difícil de ser resolvido. Em todos os casos, quando a pessoa tentou atacar a si mesma e não atacou o problema que a oprimia, criou pelo menos mais dois problemas, um de ordem moral e outro de ordem psicológica. Para essas pessoas o suicídio não era a melhor saída para seu problema, mas parecia ser a saída mais "fácil".

Como o suicídio egoísta não traz benefício nem para os outros e nem para a pessoa que o comete é, portanto inaceitável, de todos os pontos de vista da argumentação humana.

Mas nem todo suicídio sacrificial é aceitável. Há de se conhecer o seu propósito, porque um suicídio por causas vãs, também é um suicídio inútil. Ninguém deve matar-se por causa de dinheiro, de animais ou objetos, porque nada disso vale mais que a vida humana, criada à imagem e semelhança de Deus.

Também não é possível entender a lógica de militantes radicais que se matam, mas junto matam pessoas inocentes. Até se entende que muitas vezes lutam por uma causa justa. Muitos palestinos, por exemplo, levam uma vida dura. Desempregados, sem perspectivas de alguma dignidade, culpam os Estados Unidos, Israel e Inglaterra pela vida miserável que levam. Mas matam pessoas que não têm nada a ver com a opressão imperialista que saqueia seus petróleos e humilha sua gente, como denunciam. Acham que morrem por uma causa justa, com um bônus de 70 virgens esperando-os no céu. Mas tiram preciosas vidas de tantas outras pessoas. E isso nem sei se Alá perdoa.

Embora muitos militares não considerem esse ato heróico como suicídio, é comum na guerra exemplos de soldados que jogam-se sobre uma granada para impedir que seus amigos morram, ou se deixam matar em seções de torturas para poupar a vida de seus companheiros. Esse suicídio, embora triste e doloroso, não é condenado pela sociedade, pelo contrário, até mereceu registro na Bíblia a atitude de Sansão que, segundo narração de Juizes 16:30, matou-se para também matar os filisteus, inimigos do povo hebreu.

Muitos religiosos discordam, mas há quem considere a morte de Cristo como o suicídio sacrificial mais famoso de todos os suicídios. Ele deliberadamente deixou-se matar para salvar toda a humanidade da morte eterna. Segundo está escrito em João 10:18, Jesus disse: "Eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou". Esse é o exemplo supremo do sacrifício de quem ensinou que deveríamos amar o próximo assim como amamos a nós mesmos. Mas Cristo foi além, ele nos amou muito mais do que amou a si mesmo. Nunca houve entre nós um amor maior que esse.

Depois disso valemos ainda mais para Deus. Talvez agora seja possível responder: é certo matar-se?

06 Fevereiro, 2007

Um Ano de Blog - "Nós Índios não Somos Incapazes"


Parece que foi ontem que comecei a escrever sobre minhas experiências nessa região perdida ainda nos primeiros capítulos de Gênesis. Quando iniciei este Blog a intenção era compartilhar com meus amigos e familiares do sul todas as maravilhas que tenho visto. Evidentemente não consegui fotografar o Boto Cor de Rosa que vi do convés da Balsa-Hospital da marinha, sobre o Rio Juruá. A agilidade desse mamífero das lendas amazônicas fez com que meu encantamento virasse motivo de piada entre meusw amigos acreanos. A Amazônia é um lugar de profundos mistérios. Não dá para desvendá-los, mas viver e morrer aqui já é uma façanha que Deus permitiu a pouquíssimos felizardos. Eu sou um desses e isso faz de mim uma pessoa feliz e realizada.

À partir de hoje quero relembrar alguns desses momentos, uma espécie de “vale à pena ver de novo”. Vou começar com uma conversa que tive com o líder indígena, em fevereiro de 2006, durante um encontro de lideranças dos povos da floresta, em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade acreana. Terena, brilhantemente revela que o índio não pode se sentir um incapaz que precisa ser tutelado pelo Estado todo o tempo e não esconde a decepção com o presidente Lula.








ENTREVISTA COM MARCOS TERENA

(Vale à pena ler de novo)




A maior referência indígena brasileira em organismos internacionais, Marcos Terena nos concedeu entrevista exclusiva, que está sendo editada também pelo Jornal Voz do Norte, de Cruzeiro do Sul (AC-Brasil). Revelou que o presidente Lula, seu companheiro, traiu os índios ao diminuir suas terras. Elogiou o governador do Acre, Jorge Viana e disse que a Universidade da Floresta, que chamou de “coisa de branco”, não poderá tratar o índio como se fosse apenas um banco de dados de onde se extrai conhecimento. Disse que os índios têm mesmo que participar do Exército e precisa defender a Amazônia dos invasores estrangeiros, porque os índios são brasileiros e já lutaram muitas vezes pelo Brasil.


ORNELAS – O senhor pode fazer uma análise da importância das comunidades indígenas no debate da biodiversidade?


MARCOS TERENA – Esse ano vamos ter no Brasil (em Curitiba, Paraná), no mês de março, a conferência da ONU sobre biodiversidade, quando estarão sendo analisados o acesso aos conhecimentos tradicionais dos índios, e também dos ribeirinhos, seringueiros, quilombolas. Nesse sentido o Brasil, que tem mais duzentos povos indígenas, com biomas como a Amazônia, o Panatanal, Serrado, Mata Atlânitca, e é muito rico em biodiversidade, vai tratar essa questão. E nós os índios, primeiros habitantes do Brasil, tradicionalmente conhecedores de todos esses biomas, não podemos ficar de fora. Não é querendo desmerecer os outros brasileiros, mas nós já estávamos aqui antes da chegada do colonizador. Por isso estamos conversando com as lideranças e explicando que as Nações Unidas estão tratando essa matéria, para saber como entrar na ciência indígena e para que eles se tornem donos, proprietários desse saber.


ORNELAS – De que forma o índio pretende se relacionar com esses mercados?


MARCOS TERENA – Esses conhecimentos indígenas são seculares, que foram tratados com a possibilidade de serem repartidos. E sempre foi assim, a medicina, a alimentação, sempre foi repartido coletivamente, não para ganhar dinheiro, mas para trazer qualidade de vida para as famílias, para as crianças e velhos. Só que o mundo do homem branco não trata desse conhecimento dessa maneira. Cada planta, cada conhecimento, segundo a filosofia do homem branco, precisa ter um dono. A Coca-Cola é proprietária de um tipo de refrigerante, a Antarctica também e nós, os índios, sempre tratamos desses conhecimentos com liberdade. Por isso que nessa relação nova não podemos tratar isso como se fosse uma coisa exclusivamente indígena, porque a gente passa a ter uma relação com um sistema colonizador que, sem respeitar os direitos indígenas, procura piratear esses conhecimentos.


ORNELAS – Já são realidades os projetos do governo da Universidade da Floresta e do Instituto da Biodiversidade, no Acre. O senhor acredita que os povos da floresta poderão ser beneficiados?


MARCOS TERENA – Esses sistemas não são indígenas, são da cultura do homem branco, institutos, universidades, etc. Nós temos conversado com nossas lideranças para também compartilhar esses saberes, mas que o índio não seja apenas uma fonte de pesquisa, o índio não é um celeiro de banco de dados, que o pesquisador branco vai lá, pega o seu saber e vende. O índio tem que fazer parte do processo, para saber até onde está indo o benefício e de que forma está sendo usado. O pajé de hoje aprendeu com o pajé velho, que aprendeu com outro mais velho. Nós queremos que o conhecimento seja passado para o pajé do futuro. Então, se uma universidade tem professores que se formaram na USP, ou em Oxford, Havard, mas perto do índio eles não sabem nada. A verdadeira universidade da floresta é o conhecimento indígena, não é apenas uma terminologia.


ORNELAS – O senhor pode fazer uma análise da importância das comunidades indígenas no debate da biodiversidade?


MARCOS TERENA – Temos 230 povos indígenas, com 180 diferentes línguas vivas. A população é relativamente pequena comparada com a população brasileira, temos em torno de 500 mil indígenas vivendo em comunidades. Nós já fomos em torno de 10 milhões, na época da chegada de Cabral aqui no Brasil. Isso quer dizer que existem centenas maneiras diferentes de ver o conhecimento tradicional. Nós queremos mostrar ao governo que somos partes integrantes do processo. Não podemos ser tratados como incapazes, mas compete a nós, os indígenas nos organizarmos para conscientizar o governo, seja ele de que lado for, esquerda, direita ou de centro. Aliás a nossa expectativa em relação ao Lula antes era uma e a realidade é bem diferente. Tanto que o presidente da FUNAI, que deveria cuidar dos interesses dos índios, afirma que o índio não tem que lutar mais pela terra. Mas esse é o papel do governo, demarcar as terras indígenas, Então nós não queremos mais antropólogos, ou indigenistas, como condutores desse processo.


ORNELAS – O senhor pode falar um pouco da sua formação, da sua origem?


MARCOS TERENA – Eu sou do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, sou do povo Terena. Nós conquistamos o Pantanal para o Brasil mas não temos terra. A menor aldeia do Brasil tem só quatro hectares e pertence aos Terena, fomos traídos por Dom Pedro e Duque de Caxias, mas nós nos organizamos e levamos nossos jovens para as universidades e apesar disso nunca perdemos nossos valores espirituais. Fui escolhido para conduzir esses trabalhos da ONU aqui no Brasil, mas isso não terá nenhum valor se eu não puder compartilhar isso com os outros líderes indígenas. Sou piloto de avião da FUNAI, por isso conheço bem essa e outras regiões do Brasil. Atualmente estou nesse trabalho voltado para a defesa dos conhecimentos tradicionais, mas também estou trabalhando um outro processo, que é o direito indígena aos novos conhecimentos, como o acesso à internet. Tem gente que pergunta como conciliar tradição e modernidade. Mas essa foi exatamente a grande rasteira que a civilização moderna deu nos índios, deixando-os de fora do processo de modernização. Somos inteligentes e capazes, apesar de sermos tratados como incapazes, mas os índios demonstram grandes valores de relações humanas e o meu papel é exatamente o de fomentar esse tipo de conhecimento para o Brasil, defender os patrimônios brasileiros, mas sempre respeitando as tradições indígenas.


ORNELAS – Nas últimas décadas vimos inegáveis avanços sociais indígenas, e alguns índios até se destacaram na política nacional, como o Juruna, deputado pelo Rio de Janeiro. Mas o Estado aumentou sua tutela para com esses povos. De que forma o índio pode diminuir essa dependência?


MARCOS TERENA – Na verdade hoje não temos nada. A gente aposta que o novo governo que vai tomar posse no início do ano tenha um compromisso com os indígenas. Nós queremos estar no sistema de poder para gerenciar nossos recursos com responsabilidade, para dar certo ou não. Essas lideranças indígenas conseguiram mostrar que o índio não é uma peça folclórica, transitória. O índio está vivo, não foi extinto. Pelo contrário, se por um lado alguns índios que recebem algum benefício, como da Vale do Rio Doce, não queriam mais fazer flecha, caçar, dançar ou pescar, por outro criamos os jogos indígenas que reúne jovens de todo o Brasil. Para isso parte do dinheiro veio do governo, temos que aprender a administrar esses recursos para participar do poder. Já tivemos governo militar, do Collor, do Sarney, do sociólogo e agora temos o de um companheiro. Qual foi o melhor? O governo Lula foi o único, nos últimos tempos, que diminuiu terra indígena na demarcação. O governo Fernando Henrique nunca fez isso, e o Lula, nosso companheiro de caminhada, fez isso.


ORNELAS – Recentemente houve uma polêmica porque uma senhora indígena estava treinando tiros com o Exército. Qual a sua opinião sobre isso?


MARCOS TERENA – Nós Terena não éramos soldados, mas ajudamos a assegurar o Pantanal para o Brasil. Não recebemos medalhas e nem terras por isso, mas somos brasileiros. Aqui na floresta amazônica, se o governo brasileiro quiser mesmo protege-la não pode menosprezar a capacidade indígena e nem dos camponeses da região. Esses são conhecedores de todas as armadilhas e de todos os saberes da floresta amazônica.


ORNELAS – Mesmo contra toda a pressão de organismos internacionais que discordam dessa tese?


MARCOS TERENA – Claro, sou defensor do nosso país integral, como ele é. No Pantanal temos a segunda maior reserva de água potável do mundo. Qual o plano de ação que esse governo tem para que esses recursos não sejam invadidos pelos interesses das multinacionais. Os EUA estão montando uma base militar na Represa Itaipu, do lado paraguaio. Quando você fala da Amazônia você está falando de vários paises e se os estrangeiros não entrarem por aqui vão entrar por um país mais frágil politicamente, como é o caso da Colômbia. Eles já estão lá, então eles já estão na Amazônia e a mesma coisa vai acontecer com o Aqüífero Guarani. Criar polêmica por causa da figura de uma indígena que estava com um fuzil é muita pobreza, se vale ou se não vale. E a determinação dos povos indígenas, como é que fica?. Uma vez eu vi uma mulher pilotando um avião da Riosul. As mulheres brasileiras são guerreiras, e na relação indígena ela ainda tem mais força que o homem.

05 Fevereiro, 2007

Esse Flamengo me persegue até aqui
















Na primeira foto, ao meu lado, está Paulo Nunes, de azul o radialista e flamenguista Chico Rocha, e o último à direita é o Nunes; Na segunda foto Chico Rocha, Júlio César e eu.


Ontem, na noite de 4 de fevereiro, esses craques do Flamengo perceberam que eu estava no Estádio Totão fazendo a cobertura para o portal de notícias www.ac24horas.com e Jornal Tribuna do Juruá, sobre o jogo do combinado do Fla e jogadores locais contra o Comercial Wially, campeão do Vale do Juruá, interior do Acre. E aí fiquei sem jeito de decepcioná-los e permiti que tirassem fotos ao meu lado.

Coisas estranhas acontecem com o Flamengo até aqui, em Mâncio Lima, no município mais ocidental do país, para citar as palavra do meu amigo prefeito Luiz Helosman. Quando o Wially marcou seu primeiro gol, aos 14 minutos do primeiro tempo, mudando o placar (imaginário) para 2 X 1, e ia desencadear uma reação arrasadora, o juiz Manoel Gonçaves Neto apitou o final da partida. Alegou que a visibidade estava ruim, só porque os refletores não acenderam e o pessoal da Eletroacre não aparecia para resolver o problema. Eram apenas 18:45. Ainda dava pra ver o campo com o uso das lanternas dos aparelhos celulares. Mas não consegui convencer o juiz e o Flamengo escapou de uma derrota certa para o Wially, da terceira divisão do futebol pré-amador do Vale do Juruá.

Brincadeira à parte, o estádio encheu para ver craques como Nunes, Paulo Nunes, Julio César, Jaime e Artur, que muito fizeram para o futebol brasileiro e mundial. O Artur é um acreano que jogou no Rio Branco, no GLORIOOOOSO Botafogo do Rio, Vitória da Bahia e times de Portugal. Não é todo dia que a população daqui tem a chance de ver jogadores que só conhecia pela TV. Eles até me convidaram para “a pelada”, mas expliquei que não posso me machucar porque estou sendo cotado para assumir a vaga do Ronaldo Femônemo, no Real Madrid. Estou pensando se vou aceitar.
Veja a matéria completa no portal de notícias www.ac24horas.com com o título "Eletroacre apaga brilho de estrelas do Flamengo"
Na terceira foto eu e minha amada, Ângela Guimarães Salgado, fomos descobertos pela imprensa no momento em que passávamos pelo túnel que dá acesso ao campo.



03 Fevereiro, 2007

Alô, alô, Acre, ó nós aqui!


Na grande festa de posse dos deputados federais, quinta feira em Brasília, os jovens deputados do Acre, Gladson Cameli (à esquerda, dos dois com a mãos estendidas na foto ) e Ilderlei Cordeiro, mandam um alô para os acreanos que apostam nos seus mandatos. É a primeira legislatura dos dois. Tanto Ilderlei, eleito pelo PPS com 16.442 votos, quanto Gladson, pelo PMM com 18.886, têm como principal reduto eleitoral o município de Cruzeiro do Sul e os vizinhos do Vale do Juruá. Ilderlei teve 8.779 votos em Cruzeiro do Sul e 3.400 votos na capital, Gladson recebeu 5.988 votos em Cruzeiro do Sul e 4.700 votos na capital.

Ilderlei Souza Rodrigues Cordeiro havia sido escolhido pelos cruzeirenses nas eleições de 2004 para ser o vice prefeito da cidade, e notabilizou-se fazendo pesadas denúncias de corrupção contra a prefeita Zila Bezerra, do PTB. É o herdeiro político do deputado federal Idelfonso Cordeiro, morto no acidente aéreo de 30 de agosto de 2002, junto com a esposa Arlete, com um avião da Rico Linhas Aéreas. Idelfonso tinha a reeleição praticamente garantida, devido à grande popularidade que desfrutava no estado. Junto com os pais de Ilderlei morreram ainda o vereador e candidato a deputado estadual Luiz Maciel, Joãzinho Melo, dono do Armazém Melo e Maria José, gerente da Rico. Escaparam com vida os empresários João Célio Gonçalves Gaspar, o João Garapa, Hassene de Melo Cameli, o Manú, Teodorico Neto e Antônio Napoleão, representante da Cintra em Cruzeiro do Sul.

Já Gladson de Lima Cameli é sobrinho do ex-governador Orleir Cameli, que governou o Acre de 1995 a 1998. Formado em Engenharia, nos últimos anos residia em Manaus, junto com o pai, o empresário Eládio Cameli, irmão do ex-governador. A candidatura de Gladson fez o milagre de aproximar Orleir do ex-governador petista Jorge Viana. Orleir, virtual candidato à sucessão de Zila Bezerra em Cruzeiro do Sul, já foi prefeito da cidade antes de governar o Acre, como governador colecionou uma série de processos de denúncias promovidas pelo PT, de Jorge Viana.

02 Fevereiro, 2007

Olha quem faz sucesso por aqui!


01 Fevereiro, 2007

Seeeeelllva!!!...

O general da 16ª Brigada, Carlos Alberto Peixoto, promoveu na noite de sexta-feira (26/01) a troca de comando do 61º BIS (Batalhão de Infantaria da Selva), em Cruzeiro do Sul, na presença de diversas autoridades civis e militares. O tenente-coronel Antônio dos Santos, após servir 2 anos no Vale do Juruá, partiu com sua família para o Rio de Janeiro. Em seu lugar assumiu o tenente-coronel Alexandre Eduardo Jansen.
O general Carlos Alberto Peixoto, que descartou o aumento de efetivo para a vigilância das fronteiras na região, explicou que essas substituições são procedimentos de rotina no Exército. Segundo ele é necessário que haja sempre renovação no comando do Exército, porém, sempre com o cuidado para evitar perda de continuidade nas ações.

Já "o aumento do efetivo depende de aprovação no Congresso Nacional, hoje temos nas fronteiras da Amazônia um efetivo suficiente para a estratégia da dissuasão (dissipação)". E informou que a Operação Timbó, uma das operações mais importantes, enserá mantida para os próximos anos, assim como as operações de reconhecimento de frotneiras, usadas para coibir os ilícitos de diversas naturezas.

Mas o novo comandante do 61º BIS, cel Jansen, afirmou que já está previsto na região um substancial aumento para este ano no número de soldados. "Já estamos prevendo para este ano um aumento do contingente do Exército na Região, para onde virá um destacamento para o Pelotão de São Salvador e outro para Marechal Thaumaturgo. Prativamente vamos dobrar o nosso efetivo e melhorar as condições de patrulhamento para nossa fronteira.

Jansen declarou que aprendeu a amar a Amazônia com seus pais e avós.
"Sempre tive uma grande alegria de ter na minha família grandes exemplos. Aprendi com eles a amar a Amazônia. Meu avô foi comandante militar na Amazônia, e meu pai foi comandante em Tefé.

Agora o PT esquece 2006

Com a eleição do paulista para a presidência da Câmara, agora o PT vai tentar esquecer 2006. A vitória nas urnas em outubro não teve um sabor melhor que a eleição dessa quinta-feira na Câmara. Naquela venceu o presidente Lula, apesar das traquinagens do PT, agora venceu o PT, mesmo complicando daqui pra frente o governo do Lula, que está preocupado com a decepção dos comunistas. Os três trapalhões, José Dirceu, Palocci e Mercadante, que quase tiraram a vitória certa de Lula ano passado, estão festejando como se tivessem vencido, sozinhos, a Copa do Mundo. Agora, terminada a festa, quem vai juntar os cacos?

A sociedade assiste a tudo em silêncio, pra ela não há o que comemorar. Nossos políticos talvez sejam os únicos otimistas no atual quadro do país. Eles não precisam de muito para sorrir. Que importa se ninguém aparece para congratular-se, eles elogiam-se o tempo todo, mesmo que não haja o que se elogiar. Parece que nem notam o grau de apatia que tomou conta de assuntos tão graves. Grandes mobilizações como diretas-já ou o impeachment de Collor, aparentemente não valeram de nada. A corrupção política converteu-se em algo sistêmico. Processos dormem nas gavetas, réus não são julgados e ainda se fazem de vítimas, mesmo quem se declara culpado é absolvido.

A violência urbana virou banalidade nas grandes cidades, virou rotina. São Paulo ficou nas mãos dos bandidos, refém de ataques do PCC. No Rio a mesma coisa. Quando as milícias sobem os morros e expulsam os traficantes das favelas, inocentes nos ônibus são queimados vivos.

Em 2006 o dicionário brasileiro, definitivamente ganhou uma nova palavra: “apagão”. O termo, que já havia nomeado a ineficiência do Governo FHC para gerar energia para o país, agora se consolida com a ineficiência do Governo Lula quanto ao sistema aéreo. Os aeroportos estão um caos. Centenas de vôos atrasam ou são cancelados. Não existe controladores de vôo suficientes, os equipamentos são velhos. Será que o acidente do avião da Gol, o pior do país, não trouxe nenhuma lição ao governo?

O PIB (Produto Interno Bruto) não pára de encolher, na mesma proporção que também encolhem os investimentos públicos em infra-estrutura. Todos esses investimentos sociais que o governo aplica, todas essas bolsas, são um sintoma flagrante da falta de crescimento e da estagnação econômica. Afinal se o país cresce, milhares de empregos são gerados e as famílias já não têm necessidade de depender desse ou daquele recurso. Claro que essas ajudas do governo são bem-vindas para a população carente, mas o trabalho e a dignidade, com saúde e educação de qualidade, seriam mais saudáveis para o país.

Que bom que o ex-operário, fundador do sindicato de trabalhadores, tenha recebido mais um mandato. Mas é uma pena que esse mandato tenha vindo justamente por conta das cestas básicas que distribuiu país afora. O povo não estaria passando fome se o governo tivesse promovendo mais desenvolvimento e emprego.